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Como dar uma nova vida a roupas que já não usa? O ambiente agradece

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Cada europeu produz por ano cerca 15 quilos de resíduos têxteis, sobretudo vestuário, mas há algumas opções que permitem reutilizar vestuário.

As metas da reciclagem têxtil são cada vez mais ambiciosas, mas a maioria dos resíduos ainda acaba em aterros. Cada europeu produz por ano cerca 15 quilos de resíduos têxteis, sobretudo vestuário, mas existem opções que permitem dar uma segunda vida às roupas que já não são usadas.

A MyCloma é uma plataforma criada por um grupo de jovens, há dois anos e meio, com o intuito de promover a sustentabilidade e a economia circular. Ana Monteiro, uma das fundadoras deste projeto, começou por vender roupa usada através das redes sociais.

Motivada pela elevada procura decidiu dar início a um projeto de maior dimensão para combater o desperdício têxtil. O processo de venda é simples e permite ao vendedor receber um determinado valor pelas roupas vendidas.

“O vendedor não tem trabalho nenhum. Nos fotografamos, fazemos a triagem, e damos um preço que é comunicado e há sempre liberdade para sugerir um novo preço. E assim que a peça é vendida o vendedor recebe uma comissão”, revela Ana Monteiro.

Diariamente chegam ao centro de operações da MyCloma, no Porto, centenas de peças de roupa, que passam por um processo de triagem e de separação por tamanhos. No total, esta plataforma já conta com mais de 30 mil peças de vestuário.

Reciclagem de resíduos têxteis

Em Portugal, a reciclagem têxtil tem vindo a ser cada vez mais uma opção adotada. Pela Sasia, empresa especializada em transformação de fibras têxteis, passam por dia dezenas de lotes compostos por restos de confeções, provenientes de várias partes do país.

Em algumas horas, esses resíduos são separados e transformados em novas fibras que podem ser incorporadas em peças de roupa, na indústria automóvel e até na construção. A Sasia tem a única máquina da Europa capaz de reciclar mil quilos de resíduos por hora, sem recorrer a água ou químicos.

Agora, 70 anos após iniciar funções, esta empresa enfrenta novos desafios, tais como, o aumento dos preços da energia e a redução de mão de obra, devido ao aumento dos custos.

Cerca de 65% dos quilos de resíduos têxteis produzidos anualmente pelos europeus acabam em aterros. Para combater este e outros problemas, a UE pede que dentro de três anos os países tenham um sistema de recolha de têxteis, à semelhança do que já acontece em Portugal.

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