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"Foco total" do Governo está em "retirar pessoas em situação de sem-abrigo da rua"

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A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social quer também garantir que está a ser desenvolvido um trabalho para prevenir que número de pessoas nesta situação aumente.

Nos últimos anos foram retiradas da rua cerca de 1.700 pessoas, disse esta terça-feira a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

Ana Mendes Godinho considera que este é um trabalho que se “tem de continuar permanentemente”. Garante que o "foco total" do Governo está em retirar pessoas da situação de sem-abrigo e prevenir que o número aumente.

No entanto, segundo dados divulgados pela Rádio Renascença esta terça-feira, desde janeiro de 2020 mais 140 pessoas ficaram em situação de sem-abrigo na cidade do Porto.

Os números são de 2021 e refletem os efeitos da pandemia. A covid-19 levou a um agravamento dos problemas sociais, que acabaram por se prolongar no tempo.

A segunda maior cidade do país tem, pelo menos, 730 pessoas sinalizadas pelo município, mas cerca de metade não são residentes do concelho. Segundo os dados conhecidos esta terça-feira, 499 pessoas não tinham casa e 231, mais de 30%, não tinham sequer um tecto para se abrigarem, ou seja, dormiam na rua.

Os números de 2022 ainda não foram contabilizados pela autarquia, mas as perspetivas não são animadoras. Em fevereiro deste ano,
a guerra na Ucrânia colocou um travão na recuperação económica e causou um efeito dominó: agravou a inflação, provocou uma crise energética e ampliou as dificuldades das famílias.

Em Lisboa, segundo a Renascença, o número de pessoas em situação de sem-abrigo aumentou 25% desde o início de 2022. Ainda assim, Ana Mendes Godinho garante que nos últimos anos foi possível retirar 450 pessoas das ruas da capital.

No ano passado, diz a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, cerca de 1.000 pessoas foram abrangidas pelo programa Housing First, de habitação partilhada.

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