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Parlamento aprova voto de pesar pela morte de Adriano Moreira, BE e PCP contra

Parlamento aprova voto de pesar pela morte de Adriano Moreira, BE e PCP contra
A deputada socialista Isabel Moreira estava presente no Hemiciclo.
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A Assembleia da República aprovou, esta quinta-feira após a votação do Orçamento do Estado na generalidade, um voto de pesar pela morte de Adriano Moreira. Destaque para o voto contra das bancadas do Bloco de Esquerda e PCP, e a abstenção do deputado Rui Lage, do PS.

O presidente do Parlamento endereçou os sentimentos “à mulher, filhas, filho, netos, e netas” que estavam nas galerias do Hemiciclo. Nas bancadas estava também, visivelmente emocionada, a deputada Isabel Moreira.

Após a votação, os deputados e o Governo, ainda presente no Hemiciclo, prestaram um minuto de silêncio em memória de Adriano Moreira.

O texto do voto, apresentado pelo presidente do Parlamento Augusto Santos Silva, recorda Adriano Moreira como “figura de referência da academia portuguesa e um participante ativo” na vida pública portuguesa, mas também a “sua longa carreira política”, que incluiu, entre 1961 e 1963, um mandato como ministro do Ultramar do Estado Novo, e destaca a ligação de Adriano Moreira com a Assembleia da República.

“Tendo sido eleito deputado em 1980, pelo Centro Democrático e Social (CDS), partido de que viria a ser presidente, seria reeleito nas quatro legislaturas seguintes, servindo até 1995. Foi vice-presidente da Assembleia da República entre 1991 e 1995. Depois, de 2015 a 2019, foi conselheiro de Estado, eleito pelo Parlamento”, destaca o texto.

O voto recorda ainda “a importante contribuição de Adriano Moreira para a afirmação da democracia cristã e da doutrina social da Igreja”.

“Adriano Moreira foi também uma figura cimeira da Universidade portuguesa, nomeadamente na área dos estudos estratégicos e geopolíticos, marcando gerações de estudantes no atual Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP), bem como noutras instituições, como as escolas superiores de estudos militares. Foi ainda um membro e dirigente ilustre de várias academias”, acrescenta-se.

O voto lembra ainda as “múltiplas distinções honoríficas” que Adriano Moreira recebeu ao longo da vida, as últimas das quais a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique de Portugal, em 2017, e a Grã-Cruz da Ordem de Camões de Portugal, em 2022.

“A Assembleia da República, reunida em sessão plenária, expressa o seu profundo pesar pelo falecimento de Adriano Moreira, transmitindo à família, bem como ao CDS, as mais sentidas condolências”, refere o voto.

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