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Oito países europeus abriram investigações sobre a existência de "esquadras chinesas"

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Segundo a ONG que denunciou esta situação, há três locais deste género a funcionar em Portugal.

Pelo menos oito países europeus já anunciaram a abertura de investigações sobre a existência de esquadras ilegais chinesas. Portugal também está a investigar mas a organização não governamental que denunciou o caso garantiu à SIC que ainda não foi chamada a prestar declarações.

Laura Harth, diretora da ONG Safeguard Defenders, conta que o relatório que denunciava a existência de esquadras chinesas clandestinas foi publicado em setembro e que a resposta, até agora, tem sido lenta.

Contudo, ao longo da última semana, revela que viu serem tomadas medidas em vários países que iniciaram investigações a estas esquadras. Diz ainda que as autoridades alemãs, dos Países Baixos e da Irlanda garantiram que estas esquadras são totalmente ilegais.

A mais recente esquadra a ser descoberta foi a que se encontrava em território irlandês. As autoridades locais localizaram esta infraestrutura e encerraram-na esta quinta-feira.

Nos Países Baixos há também fortes suspeitas da existência de uma esquadra clandestina que opera em Roterdão, com o intuito de controlar dissentes do regime chinês.

No espaço de um ano, 230 mil chineses foram persuadidos a regressar à China

A Safeguards Defenders apurou que, ao longo último ano, 230 mil indivíduos foram persuadidos a regressarem à China, devido à existência destes locais que operam em países como o Canadá, Portugal, Espanha, Alemanha, entre outros, perfazendo um total de 54 infraestruturas controladas por Pequim.

Oito países já abriram investigações e o mais recente relatório da ONG revela que há três esquadras a funcionar em território português, mas Laura Harth diz que ainda não foi contactada pelo Ministério Público para prestar declarações.

A mesma apela à autoridades internacionais que não “se fiquem apenas pelas investigações às esquadras” e tomem medidas concretas.

A China já rejeitou estas suspeitas e caracteriza as esquadras como centros de serviços legais que servem apenas para auxiliar a população chinesa residente no estrangeiro.

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