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Ex-presidente da Câmara de Montalegre fica em prisão preventiva

Ex-presidente da Câmara de Montalegre fica em prisão preventiva
Wikimedia Commons

No âmbito da operação Alquimia.

O ex-presidente da Câmara Municipal de Montalegre, Orlando Alves, vai ficar em prisão preventiva no âmbito da Operação Alquimia, num processo que investiga suspeitas de favorecimento de amigos e familiares em centenas de concursos públicos.

As medidas de coação foram conhecidas esta tarde. O vice-presidente David Teixeira e o chefe da divisão de obras saem em liberdade, com termo de identidade e residência. Ficam ambos sujeitos ao pagamento de uma caução nos valores de 100 mil e 50 mil euros, respetivamente, como explicou o advogado Ricardo Sá Fernandes

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David Teixeira terá de pagar uma caução de 100 mil euros, fica suspenso de funções públicas e tem a "obrigação de não permanecer, ou não permanecer sem autorização, no concelho de Montalegre".

Quanto ao chefe de gabinete da divisão de obras municipais, terá de pagar uma caução de 50 mil euros e fica também suspenso "do exercício de funções públicas, e em qualquer entidade detida ou participada pelo município de Montalegre ou por indicação do município de Montalegre".

David Teixeira e o chefe de gabinete de obras municipais ficam também proibidos de frequentar "todas as instalações detidas pelo Município de Montalegre e/ou por empresas por este detidas ou participadas".

O antigo vice-presidente da autarquia e o funcionário ficam ainda proibidos de contactar "com todos os sócios, gerentes de facto e de direito e funcionários das sociedades nos factos indiciados, à exceção de familiares diretos".

Todos os arguidos ficaram ainda sujeitos ao Termo de Identidade e Residência e proibidos de contactar quem exerça funções políticas no município de Montalegre e (distrito de Vila Real) e funcionários autárquicos, à exceção de familiares diretos.

O Ministério Público tinha pedido prisão preventiva para os três arguidos.

Orlando Alves, David Teixeira e o chefe de gabinete da divisão de obras municipais foram detidos na quinta-feira pela Policia Judiciária por estarem indiciados dos crimes de associação criminosa, prevaricação, recebimento indevido de vantagem, falsificação de documentos, abuso de poder e participação económica em negócio.

Em comunicado divulgado na quinta-feira, a PJ explicou que a investigação versa sobre "um volume global de procedimentos de contratação pública, no período de 2014 a 2022, suspeitos de viciação para benefício de determinados operadores económicos, num valor que ascende a 20 milhões de euros".

De acordo a PJ foram executadas dezenas de buscas, domiciliárias e não domiciliárias, que visaram os serviços de uma autarquia local e diversas empresas nos concelhos de Montalegre, Braga, Famalicão e Vila do Conde, tendo-se procedido à detenção dos três homens.

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