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Jerónimo sai, mas "disponibilidade revolucionária" para lutar pelo povo fica

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O secretário-geral do PCP deixou uma garantia na última sessão pública como líder do partido.

O secretário-geral do PCP prometeu "disponibilidade revolucionária" para continuar a luta na defesa dos trabalhadores e do povo, na última sessão pública como líder do partido comunista, na Marinha Grande, Leiria.

"Ainda estou aqui com uma disponibilidade revolucionária para continuar a minha luta na defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo e de Portugal. Ainda vão ter de me aturar mais uns anos", afirmou Jerónimo de Sousa à margem de uma sessão pública comemorativa do aniversário do nascimento de Álvaro Cunhal.

Na sua intervenção da comemoração do aniversário do nascimento de Álvaro Cunhal, o secretário-geral reafirmou o legado deixado.

"Aqui reafirmamos o compromisso de sempre do Partido Comunista Português com os interesses de classe dos trabalhadores" e o "apelo à sua organização, unidade e luta".

Salientando que Álvaro Cunhal "deu sempre importantes contributos que se projetam como importantes ensinamentos para a intervenção dos trabalhadores na atualidade", Jerónimo de Sousa afirmou que é na "torrente das pequenas e grandes lutas de massas que se pode encontrar o caminho para ultrapassar as atuais dificuldades que os trabalhadores enfrentam no plano dos salários, dos direitos, do emprego e do trabalho precário, dos horários, da intensificação da exploração do trabalho, agravada pela manutenção das normas gravosas da legislação laboral".

"Honrando a sua memória, reafirmamos a nossa inquebrantável determinação de continuar a perseguir aquele sonho milenar pela materialização do qual Álvaro Cunhal entregou toda uma vida de combate revolucionário: o sonho da construção de uma sociedade liberta da exploração do gomem pelo outro homem", disse ainda.

Nas suas últimas palavras dirigidas à plateia, Jerónimo de Sousa salientou os "tempos duros e difíceis" que se vivem, mas que o PCP "nunca esqueceu, neste quadro, a luta concreta em torno de questões concretas".

"Nunca perdeu de vista o horizonte da construção de uma sociedade diferente, da luta pelo socialismo e pelo comunismo. É um projeto que temos, num tempo precisamente em que a ofensiva contra o nosso partido é muito forte, mas simultaneamente isso dá-nos uma confiança tremenda. Ao contrário dos seus vaticínios e do seu papel de agentes funerários, faltando sempre o morto para encher o caixão, sabendo de um quadro de uma situação internacional e nacional difícil, usamos esta expressão no nosso partido: resistir já é vencer", acrescentou.

"É mais do que isso", é a "ideia de que é possível avançar e construir um mundo melhor", disse.

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