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Greve dos farmacêuticos hospitalares obriga ao cancelamento de várias cirurgias

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Paralisação prolonga-se até quarta-feira.

Depois de uma primeira paralisação em outubro os farmacêuticos hospitalares estão novamente em greve pela revisão das grelhas salariais e pela contagem integral do tempo de serviço para progressão na carreira. Esta terça e quarta-feira a greve encerra as farmácias hospitalares de ambulatório.

Os milhares de doentes que necessitam de medicamentos que só estão disponíveis nas farmácias hospitalares, apenas poderão adquiri-los novamente na quinta-feira. Os serviços estão encerrados, pois os profissionais exigem uma revisão da carreira, aumentos salariais e uma maior valorização profissional.

Não é só o funcionamento das farmácias de ambulatório que está a ser afetado, várias cirurgias não urgentes também terão de ser canceladas.

“Há algumas cirurgias não urgentes que terão de ser canceladas, aquelas que realmente necessitam da preparação e manipulação por parte do farmacêutico e do medicamento utilizado nessas cirurgias”, informa Armandina Fernandes, do Sindicato Nacional dos Farmacêuticos.

O sindicato acusa o Ministério da Saúde de continuar “de costas voltadas” para estes profissionais.

“É inadmissível no momento em que estamos a falar sobre o Orçamento de Estado para 2023, os farmacêuticos hospitalares do SNS não estejam incluídos”, diz Armandina.

No passado mês de outubro, quando os farmacêuticos hospitalares procederam também a uma paralisação, o ministro da Saúde, Manuel Pizarro, tinha acusado estes profissionais de terem atrasado o arranque dos tratamentos oncológicos.

As declarações não foram do agrado da classe profissional, que acusou o ministro de demagogia política. O sindicato contrariou as palavras de Manuel Pizarro e garantiu, na altura, que os serviços mínimos foram cumpridos e os adiamentos foram decididos tendo em conta critérios clínicos.

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