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Suspeitas de tráfico de influências? Autarca de Matosinhos fala numa "invenção"

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Em causa está uma alegada troca de favores.

Luísa Salgueiro terá sido constituída arguida por suspeitas de tráfico de influências. Em causa está a nomeação da empresária Manuela Couto para chefe de gabinete da presidente da Câmara de Matosinhos.

A presidente da Câmara de Matosinhos classificou esta quarta-feira de "invenção" uma alegada acusação pelo crime de tráfico de influências e reiterou que é arguida "exclusivamente por causa da nomeação da sua chefe de gabinete".

"Acho isso uma invenção. Hoje foi a notícia que saiu e podia ser outra qualquer. Quando estamos no domínio da invenção tudo pode acontecer. Eu posso falar daquilo que está no processo e o que está no processo é a nomeação a minha chefe de gabinete", disse a autarca.

O jornal Correio da Manhã diz que a Polícia Judiciária (PJ) terá escutas telefónicas que indiciam que Luísa Salgueiro promoveu a filha de José Laranja Pontes, antigo presidente do IPO do Porto e um dos arguidos na Operação Teia, num contexto de alegados favores a Manuela Couto.

Alegadamente, Manuela Couto queria manter os vários contratos de prestação de serviços que tinha com o IPO do Porto e terá pedido, por isso, a Luísa Salgueiro que concretizasse o desejo de Laranja Pontes de ver a filha promovida.

Marta Laranja Pontes era funcionária da autarquia desde 2010 e foi promovida a chefe de gabinete e é, desde 2021, vereadora da Câmara.

No dia 11, a revista Sábado avançou que Luísa Salgueiro foi constituída arguida pelo Ministério Público (MP) no caso "Operação Teia", investigado pelo DIAP do Porto por suspeitas de violação das regras da contratação pública, em dezenas de ajustes diretos.

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