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Banco Best terá de indemnizar clientes lesados em 3 milhões de euros

Notícia SIC

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A gestora bancária lesou uma família entre 2001 e 2016.

O Banco Best foi condenado a pagar 3 milhões de euros a uma família lesada pr uma ex-gestora bancária. O tribunal considerou que a instituição é responsável pelos prejuízos causados a estes clientes durante 15 anos. O banco Best admite recorrer.

Depois de ter perdido em primeira instância, o Banco Best recorreu para o Tribunal da Relação de Lisboa para pedir a nulidade da decisão, que o condenou ao pagamento de mais de 2 milhões de euros de indemnização.

Segundo o acórdão a que a SIC teve acesso, os desembargadores voltaram a impor nova derrota ao banco, obrigando-o a pagar cerca de 3 milhões de euros, a contar com os juros.

O caso remonta a 2001 e estende-se até 2016. A família Timóteo terá confiado as poupanças de uma vida a Ana Mafalda Prazeres, "agente vinculada" do Banco Best, cujo trabalho devia ser supervisionado por uma direção do banco, entende o tribunal.

Esta gestora terá montado um esquema de pirâmide, lesando ao todo mais de 30 clientes, por via de falsos investimentos em apólices de seguros da Império Luxemburgo, atualmente a Fidelidade.

O Banco Best rejeitou qualquer responsabilidade e diz que os crimes foram praticados à revelia da instituição bancária e a título particular. Acusou, inclusive, os clientes de colaborarem de forma negligente e deliberada com a arguida e avançou com uma queixa-crime.

Em comunicado enviado à SIC, a instituição bancária admite a derrota e diz que está a avaliar a hipótese de apresentar um novo recurso.

A gestora Ana Mafalda admitiu os factos em tribunal e só em janeiro saberá se foi ou não condenada pelos crimes a que está acusada, de burla qualificada, falsificação de documentos e acesso ilegítimo.

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