País

Trabalhadores das cantinas em greve

Trabalhadores das cantinas em greve
Canva

São esperados constrangimentos em escolas, hospitais, fábricas e serviços.

Os trabalhadores das cantinas concessionadas em escolas, hospitais, fábricas e serviços estão esta segunda-feira em greve.

A greve abrange apenas as escolas, hospitais, fábricas e serviços com as refeições concessionadas a privados, estando também de fora as cantinas da responsabilidade do Serviço de Utilização Comum dos Hospitais (do setor empresarial do Estado), ainda assim são esperados constrangimentos.

O maior impacto deverá ser sentido nas escolas e hospitais, segundo o Sindicato Trabalhadores na Indústria da Hotelaria, Restauração e Turismo e Similares do Centro

Os trabalhadores exigem principalmente aumentos salariais, a revisão da tabela remuneratória, reconhecimento de antiguidade dos trabalhadores e valorização do trabalho ao sábado e domingo.

A maior parte dos trabalhadores, com o aumento do salário mínimo nacional (SMN) em 2023, irá passar a ganhar esse valor (o valor anterior é 'engolido' por essa atualização), sendo necessária uma atualização até para diferenciação do salário entre as diferentes categorias do setor.

O Sindicato da Hotelaria e Restauração do Centro alerta ainda para a situação de "injustiça" que se começa a verificar na transferência de competências para os municípios na área da educação, com trabalhadoras das cantinas escolares a verem o seu posto de trabalho em risco.

Face a esta transferência de competências, os municípios começaram a optar por acabar com concessões a empresas privadas e a avançar com a contratação de pessoal para assegurar o serviço.

A situação tenderá a agravar-se no próximo ano letivo, já que a maioria dos municípios optaram ainda este ano por recorrer a empresas externas, face à falta de tempo para passarem a gerir as refeições escolares de forma direta.

Na região centro, por exemplo, existem cerca de 700 refeitórios e mais de três mil trabalhadoras e o sindicato alerta para os problemas legais que os municípios poderão enfrentar, caso ignorem os funcionários efetivos que já prestavam o serviço através de empresas externas.

Últimas Notícias
Mais Vistos