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PSP comprou máquinas para ler impressões digitais há dois anos, mas nunca as tirou das caixas

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O investimento de 181.000 euros ainda não está a ser usado. A PSP avança que o processo de instalação ainda está a decorrer.

A PSP investiu 181.000 euros em máquinas para recolher impressões digitais de forma automática. Os equipamentos foram comprados há dois anos, com fundos europeus, mas nunca saíram das caixas.

Os LiveScan permitem obter, em segundos e de forma automática, uma correspondência com uma impressão digital. Segundo informação avançada este sábado pelo Jornal de Notícias, em 2020, a Polícia de Segurança Pública investiu em cinco equipamentos desta tecnologia, financiados pelo Fundo de Segurança Interna.

Contudo, dois anos depois, os aparelhos continuam encaixotados numa arrecadação da Divisão de Investigação Criminal, em Sintra.

Entretanto, a garantia dada pelo fornecedor das máquinas, que custaram 181 mil euros, caducou durante o processo de instalação, que ainda decorre. A PSP justifica a demora com "trabalhos técnicos de conexão à rede e testes de segurança", que diz serem "imprescindíveis e de complexidade técnica elevada".

Sublinha que "a instalação dos equipamentos, assim que concluída, vai facilitar o trabalho diário da PSP neste âmbito".

A recolha de impressões digitais na PSP continua a ser feita de forma manual. Os suspeitos de crimes molham a pele em tinta e depois pressionam os dedos contra um impresso, depois entregue à Polícia Judiciária.

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