Cartaz

Estúdios Disney reinventam fábula de Mary Poppins

Estúdios Disney reinventam fábula de Mary Poppins

João Lopes

João Lopes

Crítico de Cinema

Mary Poppins, a ama com poderes mágicos, está de volta aos ecrãs em “O Regresso de Mary Poppins”, ainda e sempre com chancela dos estúdios Disney. João Lopes evoca o “Mary Poppins” original, destacando também o 50º aniversário do clássico “Aconteceu no Oeste”, de Sergio Leone.

Foi o derradeiro projecto que Walt Disney (1901-1966) acompanhou: “Mary Poppins” (1964) impôs-se como um fenómeno capaz de combinar, de modo radicalmente inovador, actores de carne e osso e desenhos animados. Mais de meio século depois, os estúdios Disney reinventam a fábula da ama que tem poderes mágicos, vindo repor a ordem numa família recheada de atribulações. Com direcção de Rob Marshall (“oscarizado” em 2003 por “Chicago”), eis um espectáculo de sofisticada coreografia, bem diferente da vaga moderna de super-heróis — com Emily Blunt a retomar o papel clássico de Julie Andrews.

“Ou Nadas ou Afundas” apresenta o retrato irónico de um grupo de homens de meia idade empenhados em formar uma equipa de natação sincronizada. A energia cómica está a cargo de actores como Mathieu Amalric, Guillaume Canet e Benoît Poelvoorde, pertencendo a realização a Gilles Lellouche, também ele um actor de grande carreira e experiência.

Disponível no mercado do DVD, “Aconteceu no Oeste” foi lançado em finais de 1968, quer dizer, está a fazer 50 anos. Exemplo épico e sofisticado do gosto do italiano Sergio Leone (1929-1989) na reinvenção das regras do “western” clássico americano, eis um super-espectáculo com um elenco de luxo — Claudia Cardinale, Charles Bronson, Henry Fonda e Jason Robards são alguns dos seus nomes principais.

* Banda sonora: “A Rosa” (1979), de Mark Rydell - “When a Man Loves a Woman”, Bette Midler