Descobridores

Investigador português Rui Costa lidera, em Nova Iorque, o maior instituto de neurociências do mundo

SIC

Miriam Alves

Miriam Alves

Jornalista Grande Reportagem SIC

É o protagonista do segundo episódio da série Descobridores. Um longo caminho de descobertas sobre o cérebro fez de Rui Costa um dos mais premiados cientistas portugueses e um dos mais reconhecidos especialistas em movimento e aprendizagem a nível mundial.

O que acontece no cérebro quando decidimos, por exemplo, atravessar uma estrada?

Na saúde e na doença, tudo o que fazemos - e também o que não fazemos - é orquestrado pela mais complexa e misteriosa estrutura viva que conhecemos - o cérebro humano.

Cresceu numa zona rural da Guarda e aprendeu a contar com sementes de maçãs. O fascínio pelo comportamento dos animais levou-o a estudar Medicina Veterinária. Descobriu o interesse pela investigação no estágio em comportamento animal na Suécia. Nos Estados Unidos trabalhou com nomes grandes das neurociências, como o português Alcino Silva e o brasileiro Miguel Nicolelis.

Em 2009 trocou a liderança de um laboratório nos Institutos Nacionais de Saúde americanos por um empolgante regresso a Portugal.

Ajudou a criar, na Fundação Champalimaud, em Lisboa, o que imaginou desde antes do início como um marco de uma nova forma de fazer ciência.

Regressou aos Estados Unidos em 2016 a convite dos dois prémios Nobel da Medicina que dirigiam o recém-criado Instituto Zuckerman, da Universidade de Columbia.

Em 2019 assumiu a direção científica e financeira do Instituto.

Nesse ano foi eleito membro da Academia Nacional de Medicina norte-americana. A Academia sublinhou a importância extraordinária das descobertas de Rui Costa na abordagem de doenças tão diversas como Parkinson, perturbações do espectro do autismo ou distúrbios obsessivo-compulsivos. Doenças do cérebro em que o movimento é uma peça-chave.

Em outubro de 2021, recebeu o Pioneer Award, dos Institutos Nacionais de Saúde norte-americanos. Quase 5 milhões de euros para avançar em território desconhecido e descobrir de que forma o cérebro aprende a controlar os orgãos internos e a adequar respostas imunitárias e metabólicas a cada situação. Compreender estas interações pode vir a ter impactos na abordagem de perturbações mentais como a ansiedade e a depressão ou de problemas neurológicos como o AVC.

É muito o que precisamos ainda de descobrir para prevenir e tratar as doenças do cérebro. É também muito o que temos descoberto nas últimas décadas. Por exemplo, sobre como melhorar a aprendizagem ou como prevenir o declínio cognitivo.

Para ver na íntegra em opto.pt

Ficha Técnica:

Jornalista: Miriam Alves

Imagem: André Miguel

Edição de Imagem: Rui Berton

Grafismo: Patrícia Reis

Produção editorial: Diana Matias

Ilustração: João Carlos Santos

Colorista: Rui Branquinho

Pós-Produção Áudio: Octaviano Rodrigues

Coordenação: Marta Reis

Direção: Ricardo Costa

► A PÁGINA DOS DESCOBRIDORES