Lourenço Medeiros

Futuro Hoje

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Editor de Novas Tecnologias

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O meu portátil

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Crónica semanal de Lourenço Medeiros. Esta sexta-feira, o editor de novas tecnologias da SIC mostra-nos o seu computador pessoal. “Aquele que eu escolhi e paguei do meu bolso.”

E o grande prémio vai para...não. Aqui não há disso.

Mas já que estão sempre a perguntar qual é o meu telemóvel e qual é o meu computador, e já que este é um espaço de opinião e já que não ganho nada com isso, antes pelo contrário, vou dizer mesmo o que estou a usar para escrever este texto.

Seria normal que usasse um computador emprestado, um daqueles sobre os quais vou escrevendo aqui, ou o da SIC na minha secretária ou o meu fixo em casa. Mas estou a usar um iPad que considero mesmo como o meu computador portátil. Aquele que eu escolhi e paguei do meu bolso.

Muito mais do que um iPad, este conjunto é o meu portátil no futuro próximo

Muito mais do que um iPad, este conjunto é o meu portátil no futuro próximo

Achei que valia a pena contar a história. Para já, aquela alegação de que esta geração (estou com um iPad de 11 polegadas de última geração) substitui finalmente um portátil… enfim, é antiga pelo menos.

Dei com citações que dizem isso desde o iPad 2. Pode não substituir a 100% nalguns casos, para mim substitui com vantagem. Tem tudo que ver com o que fazemos com ele.

O ecrã portátil da Apple sempre foi muito bom como máquina de consulta, para ler, para navegar, para ver vídeo, é disso que preciso e muito, e de resto, o que mais faço é escrever, e aí entra a história do teclado.

O teclado original que é simultaneamente capa é horrível, custa 200 euros, e só me decidi a comprar o iPad quando decidi que o iria usar mesmo a escrever em cima do vidro.

Mas não é a mesma coisa.

Então decidi comprar um dos teclados da marca para os computadores, que também liga por Bluetooth ao iPad, e com a minha sorte habitual ainda consegui descobrir uma capa feita de propósito num gabinete de design americano para tipos como eu.

Estava a receita completa.

O meu iPad com teclado modular é o meu perfeito companheiro de viagem. Nos novos bancos dos aviões da TAP é perfeito, dá para colocar o ecrã nos apoios que fizeram em cima para vermos os filmes nos nossos próprios tablets, posso escrever com o teclado na minúscula mesa em baixo, nem de propósito faziam melhor.

Já aqui mostrei que os portáteis dificilmente cabem naquelas mesas.

A prova do avião: na TAP só funciona nos melhores lugares da classe económica

A prova do avião: na TAP só funciona nos melhores lugares da classe económica

Em casa, se me apetece escrever na sala, dou comigo com o ecrã no braço do sofá e o teclado no colo, bem melhor e mais estável que um portátil. Ganha teclas de funções como a regulação de brilho do ecrã e do volume de som que não existem na capa original do iPad.

E depois há uma coisa difícil de definir, veja-se na imagem, aquela coisa da folha de papel ao alto. A capa nem foi feita forçosamente para isso, mas para mim é uma delícia.

Claro que mesmo nos nosso ecrãs normais os processadores de texto nos colocam por defeito uma folha nesta posição, mas há qualquer coisa de especial em ter o objecto físico assim, vertical, como na velhas máquinas de escrever.

Pode ser só a minha cabeça, mas este conjunto de objetos parece-me a estilização moderna da máquina tradicional, e isso, como jornalista e amador de design, dá-me especial prazer.

Uma máquina de escrever com todas as capacidades de um tablet para bloco notas sofisticado, por exemplo

Uma máquina de escrever com todas as capacidades de um tablet para bloco notas sofisticado, por exemplo

Podia ter comprado um tablet Android, esqueçam, não há teclados bons e não vi uma máquina que se pudesse comparar.

A única coisa que tinha um bom teclado, excelente aliás, em português, era o Surface 6, muito mais caro e com Windows, um sistema que está muito bem no escritório mas que não me apetecia carregar na mochila.

Nem vale a pena estar com a velha guerra, foi mesmo uma questão de preço/qualidade das máquinas, eu uso todos os 3 principais sistemas todos os dias, e com muito gosto.

A capa faz toda a diferença para usar este teclado. Está feita para o Magic Keyboard da Apple mas aberta pode funcionar com qualquer tablet ou até telefone que tenha Bluetooth. É a Canopy da empresa de design Studio Neat.

A capa faz toda a diferença para usar este teclado. Está feita para o Magic Keyboard da Apple mas aberta pode funcionar com qualquer tablet ou até telefone que tenha Bluetooth. É a Canopy da empresa de design Studio Neat.

Não sai barato.

O iPad de 11” custa entre 900 para 64 GB e 1700€ com 1TB e isto se não for para a versão maior, eu fiquei pelos 256 GB sem GSM que com a nuvem me chegam perfeitamente.

O lápis são mais 135€ e se souber desenhar é quase indispensável se não é um luxo, mas eu gosto muito mesmo para tomar notas.

A capa custa $70, não sei em quanto fica com os portes porque foi uma prenda e não vou perguntar. Ainda paguei 99 € pela capa que uso, hesitei muito mas já valeu cada Euro gasto.

Graças a ela juntando as capacidades anti derrapantes e as magnéticas o meu iPad viajou de Monsanto à Praça de Camões em cima de um carro de reportagem da SIC em andamento normal, sem cair.