Polígrafo

Justiça em Portugal: "Certos crimes não se investigam num dia"

Entrevista Polígrafo SIC

A Secretária-Geral da Associação Sindical dos Juízes Portugueses em entrevista ao Polígrafo SIC.

A Secretária-Geral da Associação Sindical dos Juízes Portugueses discorda de Rui Rio que defende a intervenção da política na Justiça. Em entrevista ao Polígrafo SIC, Carla Oliveira diz que o Tribunal Central de Instrução Criminal não deve ser extinto e defende o reforço de juízes.

"A Justiça tem estado a funcionar ao seu ritmo normal", diz, acrescentando que "o que tem estado a acontecer, é o sistema a funcionar".

MEGAPROCESSOS. "CERTOS CRIMES NÃO SE INVESTIGAM NUM DIA"

Sobre megaprocessos, a secretária-geral da Associação Sindical dos Juízes Portugueses, diz que certos crimes, os mais complexos, "não se investigam num dia": "O que todos queremos e desejamos é a melhor Justiça possível num prazo razoável".

No Polígrafo SIC, aponta algumas lacunas nos meios adequados, como a falta de técnicos e de alguns programas. "Há casos que exigem diligência internacional", lembra.

"Temos alguns megaprocessos que podiam ser desligados do todo e podiam gerar processos de menor dimensão", exemplifica, acrescentado que, em alguns casos podia tornar o processo mais fácil, mas há outras situações que "só são percetíveis se forem vistas no global".

"Em algumas situações pode não ser possível apurar tudo o que aconteceu se forem divididas", refere.

Ainda sobre a falta de meios, a secretária-geral da Associação Sindical dos Juízes Portugueses, diz que os juízes precisam "cada vez mais" de conhecimentos informáticos para compreenderem "certo tipo de operações" e assessores "em determinadas áreas". Os assessores estão a ser recrutados, mas fizeram falta, diz.

"Em muitos casos falta implementar até as próprias lei", afirma.