Grande Reportagem SIC

Ruanda: perdoar não é esquecer

Na primavera de 1994, no espaço de 100 dias, as milícias apoiadas pelo governo, com a ajuda de 15% da população masculina Hutu, chacinaram 1 milhão de Tutsis e hutus moderados. Vizinhos mataram vizinhos. Maridos mataram mulheres. Durante mais de 3 meses, a cada minuto que passava, 6 pessoas eram mortas.

Desde que chegou ao poder, pouco depois da chacina a que ajudou a pôr fim, o presidente Paul Kagame, um dos líderes mais repressivos do continente africano, impôs um plano rigoroso de reunificação e unidade nacional e deu início ao projecto inédito das aldeias de reconciliação, onde sobreviventes e agressores do genocídio convivem como vizinhos.

Obcecado com a imagem externa, o Presidente ruandês fez do país um exemplo de protecção ambiental. Baniu os sacos de plástico há mais de uma década e, no ano passado, proibiu a venda e utilização de todos os plásticos de utilização única. Quem não cumprir arrisca multas pesadas e até mesmo uma pena de prisão. Kigali, a capital, é a cidade mais limpa de áfrica e uma das mais limpas do mundo.

Entre os traumas de um passado tabu, e um presente assente no desenvolvimento sustentável, o Ruanda é um país que ninguém quer voltar a ver manchado de sangue, mas que muitos admitem ter as condições certas para que o genocídio se possa repetir.

Grande Reportagem SIC "Ruanda: perdoar não é esquecer", para ver, em dois episódios, esta quarta e quinta-feira.

Jornalista: Susana André

Repórter de Imagem: Odacir Júnior

Edição de Imagem: Ricardo Tenreiro

Grafismo: Isabel Cruz

Colorista: Rui Branquinho

Pós-produção áudio: Octaviano Rodrigues

Produção: Diana Matias

Coordenação: Amélia Moura Ramos

Direção: Ricardo Costa