Saúde e Bem-estar

Grady, a nova esperança contra a infertilidade após o cancro pediátrico    

Bebé Grady

Cientistas acreditam ter dado um passo de gigante com o nascimento da macaca Grady.

São cada vez mais as crianças que sobrevivem ao cancro pediátrico, mas 1 em cada 3 fica estéril por causa dos tratamentos que lhes salvam a vida, a quimioterapia e a radioterapia. Os recentes avanços da medicina revelam uma técnica que permite preservar a fertilidade dos rapazes. A prova disso é a Grady, a primeira macaca nascida com a ajuda desta tecnologia experimental, que lhe vamos explicar.

Antes de qualquer tratamento oncológico, os homens podem congelar o esperma porque a quimioterapia e radioterapia podem causar infertilidade. Com as crianças tudo muda. Antes da puberdade, não produzem esperma, logo não é possível preservá-lo.

Para resolver este problema, os cientistas lembraram-se de extrair tecido testicular não desenvolvido, antes dos tratamentos, congelá-lo e injetá-lo na adolescência da criança.

A ideia foi posta em prática três vezes, desde o ano 2000. Sem resultados. Até agora. Ou melhor até abril de 2018.

Uma equipa liderada por um biólogo da Universidade de Pittsburg, nos EUA, anunciou ter conseguido fazer nascer, através dessa técnica e de uma fecundação in vitro, uma fêmea macaca.

O estudo está publicado na Revista Science com o título "Enxerto autólogo de rhesus pré-puberal criopreservado produz esperma e descendentes".

Conservar tecido testicular imaturo pode ser a solução para contrariar a estatística e ajudar a combater a infertilidade das crianças que são sujeitas aos efeitos tóxicos das quimioterapias e radioterapias.

Esta experiência centrou-se apenas nos rapazes, mas há já quem se esteja a concentrar no excerto de tecido dos ovários.

  • Os populismos crescentes "não são apenas um problema europeu"
    2:01
  • “Vamos a Jogo” acompanhou Luís Filipe Vieira no dia da reconquista
    15:21
  • Visíveis - Ruca
    31:30