Saúde e Bem-estar

Decifrado o genoma da ervilha

Eduard Korniyenko

Um feito que abre perspetivas para a alimentação no planeta.

Oito equipas de cientistas internacionais decifraram o genoma (informação genética) da ervilha, um feito hoje divulgado que abre perspetivas para a alimentação no planeta.


Para sequenciar o genoma da leguminosa foi preciso ordenar milhares de milhões de cortes de sequências de ADN (material genético).
Os resultados do trabalho foram publicados na revista científica Nature Genetics.


O genoma de uma planta foi sequenciado pela primeira vez em 2000. Mais recentemente, em 2018, foi sequenciado o genoma do trigo.
Justificando a complexidade da tarefa de descodificar o genoma da ervilha, nas suas variantes antigas e industriais modernas, os cientistas assinalam que há muitas pequenas sequências de ADN que se repetem.


Segundo a geneticista Judith Burstin, do Instituto Nacional de Investigação Agronómica de França, que participou na investigação, a sequência do genoma da ervilha vai potenciar a melhoria da variedade de leguminosas em grão.


A ervilha, o feijão e as lentilhas, leguminosas que começaram a ser cultivadas há cerca de dez mil anos na Mesopotâmia (região que corresponde ao território atual do Iraque, Koweit e Síria), resultam da adaptação da agricultura às alterações climáticas.


Têm a dupla particularidade de fixar o azoto da atmosfera no solo, e portanto enriquecer naturalmente a terra, e de serem ricas em proteínas, constituindo em parte uma alternativa à carne, cujo consumo tem mais impactos no aquecimento do planeta.

Lusa

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