Saúde e Bem-estar

Faltam monitores de sinais vitais nas ambulâncias e há equipamento de proteção individual inadequado

(Arquivo)

NUNO VEIGA / LUSA

Queixas dos técnicos de emergência hospitalar.

Os técnicos de emergência hospitalar queixam-se de falta de equipamentos como monitores de sinais vitais nas ambulâncias do INEM e dizem que há equipamento de proteção individual inadequado e que pode potenciar o contágio.

Em declarações à agência Lusa, Rui Lázaro, do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar, explicou que os monitores foram mandados retirar pelo Infarmed há três anos, por não respeitarem as regras exigidas, e não foram repostos.

"Através de um protocolo todos os técnicos tiveram formação para os usar. E, por exemplo, podiam com este equipamento fazer eletrocardiogramas na própria cada do doente, quando são chamados", disse.

Rui Lázaro diz que há outras funções destes monitores, como a medição da pressão arterial e da saturação de oxigénio, que conseguem fazer com outro equipamento, mas isso não acontece no caso dos eletrocardiogramas.

"O monitor de sinais vitais permitiria, por exemplo, detetar mais cedo sinais de enfarte agudo do miocárdio, com o eletrocardiograma", exemplificou.

O Infarmed ordenou a retirada de monitores de sinais vitais que tinham sido comprados com ambulâncias do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) por não oferecerem garantias de qualidade e segurança.

A agência Lusa questionou o INEM sobre esta matéria, mas até ao momento não obteve resposta.

Rui Lázaro reconheceu que a situação já esteve pior, mas fala de alguns materiais consumíveis desadequados (luvas) e diz que alguns equipamentos de proteção individual "são pequenos para a maior parte dos técnicos", potenciando o contágio.

Portugueses respondem ao apelo para doar sangue. 1.500 unidades colhidas em dois dias

Os portugueses estão a fazer fila para doar sangue.

Depois do apelo do Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST) no início da semana para repor as reservas que estavam no limite, o Instituto Português do Sangue conseguiu colher, nos últimos dias, 1.500 unidades em todo país.

As reservas davam apenas para quatro a 19 dias. Os grupos sanguíneos mais afetados são o A positivo, A negativo, O negativo e B negativo.

Numa nota enviada às redações, o Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST) alertou para o facto de os meses de janeiro e fevereiro serem "particularmente exigentes para a manutenção das reservas de sangue em níveis confortáveis", devido ao frio e às constipações, sublinhando que, este ano, a situação é agravada pela pandemia de covid-19.

30 ventiladores avariados no Algarve e ainda ninguém pediu o reembolso

A administração do Centro Hospitalar Universitário do Algarve (CHUA) disse à Lusa que cabe ao Algarve Biomedical Center (ABC) pedir o reembolso dos 30 ventiladores avariados, mas esta entidade descarta responsabilidades e remete o processo para o CHUA.

Os aparelhos foram comprados pelo ABC em abril de 2020, com dinheiro doado pela Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL), mas não passaram nos testes efetuados pelos Serviços de Utilização Comum dos Hospitais (SUCH) tendo os autarcas reclamado o reembolso de 1,3 milhões de euros.

"O ABC é um 50% do CHUA e 50% da Universidade do Algarve, duas entidades públicas respeitadas e sabendo que houve um dano, em que ele interferiu nesse dano, só tem que resolver o assunto e rápido" afirmou à Lusa Paulo Neves, vogal executivo do conselho de administração do CHUA.

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