Saúde e Bem-estar

Redes sociais e autoestima. "Olho-me ao espelho e não é nada comparado com a galeria do telemóvel"

José Caldelas

José Caldelas

Repórter de Imagem

Francisco Carvalho

Francisco Carvalho

Editor de Imagem

As redes sociais e os filtros disponíveis permitem alterar de imediato o aspeto físico nos ecrãs. 

Mudar a forma da cara, afinar o nariz e até mesmo simular preenchimento labial são alguns aspetos físicos facilmente manipulados com um telemóvel.

As redes sociais estimulam a busca pelo corpo perfeito, o que afetada cada vez mais a autoestima dos utilizadores levando-os, muitas vezes, a desejarem fazer cirurgias estéticas. Desejos esses que ocorrem em pessoas cada vez mais novas.

"Nunca pus um instastory sem filtros ou sem edição da foto. Uso filtros que são mais brancos, porque põem a pele mais uniforme, sem manchas, pontos negros", começa por revelar Cátia Teixeira, de 22 anos.

Já a irmã, Inês Teixeira de 17 anos, admite que usa filtros para disfarçar o que considera serem imperfeições.

"Sinto-me mais bonita, porque disfarça as imperfeições indesejadas (...) Num dia menos bom, afeta a minha autoestima".

A manipulação da imagem real é cada vez mais comum nas redes sociais.

"Quanto mais tempo passamos nas redes sociais, mais necessidade temos de ser como as redes sociais mostram", confessa Cátia Teixeira.
A psicóloga Rute Agulhas sublinhou que a imagem idealizada, seja da vida ou dos corpos perfeitos, pode suscitar uma sensação de inferioridade para os utilizadores.

Uma vez que as redes sociais provocam uma pressão em jovens cada vez mais novos, o bem-estar dos utilizadores está muitas vezes dependente de uma avaliação externa.