Saúde e Bem-estar

OMS quer reduzir mortalidade do cancro da mama e salvar 2,5 milhões de vidas

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A iniciativa global da OMS disponibilizará orientações aos governos sobre como reforçar os sistemas de diagnóstico e tratamento.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou esta segunda-feira que pretende reduzir a mortalidade provocada pelo cancro da mama em 2,5 por cento por ano até 2040, o que permitirá salvar cerca de 2,5 milhões de vidas.

"A OMS está a lançar hoje uma nova iniciativa global contra o cancro da mama para reduzir a mortalidade em 2,5% por ano até 2040, salvando 2,5 milhões de vidas", afirmou o diretor-geral da organização, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

Em conferência de imprensa a partir de Genebra, para assinalar o Dia Internacional da Mulher, o responsável da OMS alertou que o número de diagnósticos do cancro da mama já superou o do cancro do pulmão no mundo.

"A taxa de sobrevivência [do cancro da mama] é de 80% na maior parte dos países, mas essas taxas são menores nos países menos desenvolvidos. Nós podemos fazer muito mais para salvar a vida destas mulheres", assegurou Tedros Adhanom Ghebreyesus.

Segundo a OMS, que considera essa doença como uma prioridade de saúde pública, o cancro da mama é responsável por uma em cada seis mortes por cancro entre mulheres a nível mundial, de acordo com estatísticas divulgadas em dezembro de 2020.

A iniciativa global da OMS disponibilizará orientações aos governos sobre como reforçar os sistemas de diagnóstico e tratamento, assente em três pilares de atuação: a promoção da saúde, o diagnóstico oportuno e o tratamento, recuperação e a reabilitação.