Saúde e Bem-estar

Como a condução pode revelar sinais precoces de demência

Catherine Falls Commercial

Estudo revela que alguns elementos da condução podem revelar-se bons indicadores de diagnóstico de demência.

Evidências científicas recentes sugerem que mudanças atípicas na condução podem ser sinais precoces de Défice Cognitivo Ligeiro e demência. Um estudo levado a cabo por vários investigadores de universidades norte-americanas vem comprovar isso mesmo.

Os especialistas utilizaram dados mensais de gravações, ao longo de 45 meses, de 2.997 condutores, tendo em conta 29 variáveis que serviram para avaliar comportamentos de condução, noção de espaço e de desempenho.

O estudo, agora publicado na revista Geriatrics, revela que a idade foi o principal preditor de ambas as doenças (Défice Cognitivo Ligeiro e demência), mas alguns elementos da condução podem revelar-se bons indicadores, nomeadamente a duração das viagens e o número de travagens súbitas.

A fórmula montada pelos investigadores pode ser utilizada em futuros estudos. Uma condução segura requer funções cognitivas e habilidades motoras percetivas e, por isso, a utilidade dos dados de condução associados ao Défice Cognitivo Ligeiro e demência pode ter implicações importantes no rastreio e tratamento precoce destes doenças. Pode também ajudar a melhorar a segurança rodoviária.

Segundo a Alzheimer Portugal, os condutores diagnosticados com demência não ficam imediatamente incapacitados de conduzir. No entanto, é relevante sublinhar que existe uma perda progressiva e irreversível do funcionamento mental, que se pode manifestar com perdas de memória, limitação da concentração e problemas de visão.