Saúde e Bem-estar

Rim de porco transplantado com sucesso para um ser humano nos EUA

Shannon Fagan

Um avanço inédito da Medicina.

Pela primeira vez, o rim de um porco foi transplantado com sucesso para um ser humano sem que este fosse rejeitado imediatamente pelo sistema imunitário da doente. Um avanço na Medicina que pode, no futuro, vir a aliviar a escassez de órgãos humanos disponíveis para transplante.

O transplante foi feito numa escola de Medicina em Nova Iorque, nos Estados Unidos, e foi utilizado o rim de um porco cujos genes tinham sido modificados para remover uma molécula que habitualmente desencadeia um processo de rejeição imediato.

A doente transplantada está em morte cerebral e apresenta sinais de insuficiência renal, tendo a família dado autorização para a realização do procedimento antes de esta ser desligada das máquinas que a mantêm viva.

Segundo a agência Reuters, durante três dias o rim esteve ligado à doente, mas foi mantido fora do corpo para que os médicos pudessem ter acesso ao mesmo.

Níveis anormais de creatinina voltaram ao normal após o transplante

Os resultados dos exames médicos foram “completamente normais”, explicou o cirurgião que coordenou o caso, e os níveis de creatinina anormais – que indicam insuficiência renal – regressaram ao normal após o transplante.

O porco geneticamente modificado, apelidado de GalSafe, foi aprovado pela Food and Drug Administration dos Estados Unidos em dezembro de 2020, para uso alimentar de pessoas com alergia à carne e como uma potencial fonte para terapêuticas.

Os investigadores procuram agora perceber se os porcos GalSafe podem ser fontes de, por exemplo, válvulas cardíacas e enxertos de pele para pacientes humanos.

Só nos Estados Unidos há mais de 100 mil pessoas à espera de órgãos para serem transplantadas. Dessas, mais de 90 mil precisam de um rim, de acordo com a United Network for Organ Sharing.

A maioria dos pacientes espera entre três e cinco anos.

  • Esqueçam o atrás...

    Tenham noção

    O recado de Rodrigo Guedes de Carvalho sobre redundâncias. Tenham noção que dizer ou escrever "há cinco anos atrás", "subir para cima" ou "descer para baixo" é desnecessário.

    SIC Notícias