Saúde e Bem-estar

Anualmente dois mil portugueses são diagnosticados com um dos cancros mais mortais

Loading...

Na Europa é o quarto cancro que mais mata.

Assinala-se esta quinta-feira o Dia Mundial do Cancro do Pâncreas, um dos cancros com taxa de sobrevivência mais baixa. Mas há uma luz de esperança na luta contra esta doença pois na última década, a taxa de sobrevivência duplicou.

É um facto que todos os anos há registo de 2.000 novos casos de cancro do pâncreas em Portugal e que a taxa de incidência desta doença tem aumentado em pacientes mais jovens. Os números são preocupantes mas a taxa de sobrevivência tem vindo a aumentar e, inclusive, já duplicou para 10%.

"Mesmo quando são difíceis de operar, com alguns tratamentos, sobretudo com quimioterapia, reduzem de tamanha e os doentes conseguem ser operados. Esses são os doentes onde a sobrevivência pode ser maior e a cura pode ser possível", diz Carlos Carvalho, oncologista da Fundação Champalimaud.

Atualmente é o quarto cancro que mais mata na Europa mas as previsões apontam para que suba ao segundo lugar nas próximas décadas. A explicação prende-se com o facto de ser uma doença para a qual não há rastreio, o que leva a que o tumor seja descoberto numa fase já avançada.

No entanto têm sido desenvolvidos trabalhos que podem permitir um diagnóstico mais precoce, tal como revela Carlos Carvalho.

"O DNA que sai do fundo das células tumorais pode passar para o sangue, estar na circulação e ser detetado e que nos possa dar uma pista de que há um tumor mesmo quando ele não está óbvio."

Apenas 10% deste tipo de cancros são explicados por fatores hereditários, sendo que a prevenção passa por evitar os fatores de risco, como o consumo de álcool e tabaco. A obesidade é também um fator a ter em conta.

Nos dias de hoje existem já esquemas de quimioterapia bastante mais eficazes e, para além disso, estão a ser exploradas novas formas de imunoterapia que não se baseiam apenas em medicamentos, mas nas células do próprio doente.

Últimas Notícias
Mais Vistos