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Estudo indica que inteligência artificial tem potencial para melhorar a deteção do cancro da mama

O estudo foi publicado no dia 1 de janeiro, na revista Nature, e mostra como um sistema criado pela Google gera menos falsos positivos e negativos.

Yannis Behrakis

Uma equipa internacional, incluindo investigadores do Imperial College London, da Northwestern University americana e do Serviço Nacional de Saúde da Grã-Bretanha, que utilizou um software desenvolvido pela unidade DeepMind da Google Health, projetou e treinou um modelo de computador em análise de imagens de raios-X de quase 29 mil mulheres (25.856 mamografias no Reino Unido e de 3097 nos Estados Unidos).

Apesar de o estudo mostrar que o sistema de Inteligência Artificial (IA) e os radiologistas estão, praticamente, em pé de igualdade no que toca ao grau de precisão na deteção do cancro de mama, o sistema de IA apresenta uma vantagem: consegue reduzir o número de falsos positivos (menos 5,7% no grupo dos EUA e menos 1,2% no grupo britânico) e de falsos negativos (menos 9,4% no grupo dos EUA e menos 2,7% no grupo britânico).

Num teste feito à parte do estudo principal os investigadores lançaram o sistema de IA contra seis radiologistas e, o artefato, "derrotou" os especialistas na hora de detetar com mais precisão o cancro da mama.

O trabalho de pesquisa, publicado pela revista Nature, evidencia o facto de que a IA tem a capacidade de aumentar a precisão de identificação do cancro da mama, promovendo o diagnóstico precoce e, como consequência, melhores resultados.

A equipa de investigadores reconhece que o estudo tem algumas limitações, visto que ainda não conseguiu demonstrar que a ferramenta em questão permite, de forma efetiva, melhorar o atendimento ao doente. No entanto, poderá ser uma inovação capaz de auxiliar e aperfeiçoar a performance dos especialistas que lidam diariamente com esta patologia.

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