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Cancro: melhorar a vida dos doentes e dos sobreviventes é a grande prioridade

Projetos Expresso. Esta foi a grande conclusão retirada da primeira reunião, realizada este ano, dos curadores do “Tenho Cancro. E depois?”, que serviu não só para relançar este projeto editorial da Sic Notícias e do Expresso, que tem o apoio da Novartis e da Medis, como para redefinir objetivos e prioridades na estratégia de combate ao cancro

A reunião contou com todos os curadores do projeto e foi conduzida pela jornalista da Sic Notícias, Sara Pinto

Apostar na prevenção, diagnóstico, tratamento e na vida do doente e do sobrevivente de cancro, parecem ser os aspetos transversais e unânimes a todos os que participaram na reunião. Para isso, é preciso garantir a equidade no acesso aos cuidados primários, rastreio e tratamento; apostar na melhor articulação entre cuidados primários e hospitais, de forma a que os médicos de família possam fazer um seguimento mais próximo do doente e do sobrevivente “mantendo a porta aberta dos hospitais, caso seja necessário”, sugere o presidente do IPO do Porto, Rui Henrique.

É urgente, também, garantir que as pessoas com doença metastizada não tenham que se deslocar às juntas médicas para renovar o atestado a quem têm direito enquanto doentes oncológicos. “É preciso que um doente com estadio 4 não precise de ir a uma junta médica pedir o seu atestado”, garante José Dinis, coordenador do Programa Nacional para as Doenças Oncológicas.

Investir na literacia para incentivar os portugueses a adotarem hábitos de vida saudável, parece ser outra das prioridades. “Há que criar novos modelos económicos, que ajudem nesta luta contra o cancro”, conclui Luís Costa, presidente da Associação Portuguesa de Investigação em Cancro.

Esta escolha de prioridades faz com que o projeto "Tenho Cancro. E Depois?" esteja alinhado com os objetivos definidos pela Comissão Europeia para os próximos anos no que ao cancro diz respeito. A juntar a este facto, em 2021, Portugal vai assumir a presidência da União Europeia e há uma intenção geral de manter o país bem posicionado para criar soluções, de forma a pôr o doente oncológico no centro das preocupações dos governantes.

A primeira reunião de curadores de 2020 do projeto ocorreu no edifício do Grupo Impresa, e contou a presença dos elementos que compõem o conselho de curadores, todos eles especialistas em oncologia e/ou pessoas de relevo na área do cancro, em Portugal. João Oliveira, presidente do IPO de Lisboa, curador até à data da reunião, declinou o convite para continuar a fazer parte deste grupo de especialistas.

Atuais elementos do Conselho de Curadores do “Tenho Cancro. E depois?”:

António Almeida, diretor do Serviço de Hematologia do Hospital da Luz e diretor do laboratório de hemato-oncologia do IPO Lisboa; Ana Raimundo, presidente Sociedade Portuguesa de Oncologia (SPO); Fátima Cardoso, diretora da Unidade de Mama do Centro Clínico da Fundação Champalimaud; Isabel Galriça Neto, diretora da Unidade de Cuidados Paliativos do Hospital da Luz; José Dinis, coordenador do Plano Nacional para as Doenças Oncológicas; Luís Costa, presidente da ASPIC e diretor Oncologia Hospital Santa Maria; Margarida Ornelas, presidente IPO Coimbra; Rosário André, diretora Médica da Novartis; Rui Henrique, presidente IPO Porto; Rui Nogueira, presidente Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGEF); Tamara Milagre, presidente Associação EVITA; Teresa Bartolomeu, responsável de Marketing da Médis; Vítor Neves, presidente Europacolon Portugal e Vítor Rodrigues,presidente da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC).

Saiba mais sobre o que aconteceu na primeira reunião de curadores e as estratégias de combate ao cancro no país na edição de 22 de fevereiro do semanário Expresso

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