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Covid-19: UE diz que os testes devem ser feitos, em primeiro lugar, aos pacientes hospitalizados, profissionais de saúde e doentes crónicos

Em causa estão as recomendações adotadas, desde dia 19 de março, pelos ministros da Saúde da União Europeia (UE)

A introdução de medidas comunitárias o mais cedo possível demonstrou ser um dos meios mais eficazes para coibir a propagação do vírus. "Tais medidas são cruciais para proteger os grupos populacionais mais vulneráveis, como os idosos ou pessoas com condições subjacentes como hipertensão, diabetes, doenças cardiovasculares, doenças respiratórias crónicas e cancro", defende a Comissão Europeia.

"No que toca aos testes de despistagem, recomenda-se dar prioridade aos profissionais de saúde e pacientes hospitalizados, bem como aos idosos que apresentam problemas crónicos", indica o executivo comunitário.

Em causa estão as recomendações adotadas, desde dia 19 de março, pelos ministros da Saúde da União Europeia (UE) e que foram criadas por um comité de especialistas nomeado pelo executivo comunitário e em parceria com o Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças para fazer face à pandemia de Covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus.

Nessas diretrizes, publicadas no site da Comissão Europeia, o executivo comunitário admite que "a situação difere de Estado-membro para Estado-membro", mas sugere que todos "hierarquizem os testes por ordem decrescente de prioridade", ou seja, que se comece por fazer despistagem aos "pacientes hospitalizados com infeções respiratórias agudas graves".

Seguem-se testes ao pessoal médico, para "se poder tomar decisões sobre a sua exclusão ou sobre regresso ao trabalho", e a despistagem em pacientes em ambulatório com infeções respiratórias graves ou doenças semelhantes à gripe.

Só depois surgem os testes aos idosos com complicações de saúde (como doença pulmonar, cancro, insuficiência cardíaca, doença cerebrovascular, doença renal, doença hepática, hipertensão, diabetes e com sinais de doença respiratória aguda), que "podem precisar mais rapidamente de suporte respiratório", segundo as recomendações.

As diretrizes ditam ainda que, "se a epidemia for local e os recursos permitirem", o teste é recomendado a todos os pacientes com infeção respiratória".

Nestas recomendações, Bruxelas apela, também, à adoção de medidas para não sobrecarregar os hospitais, sugerindo o recurso à tecnologia para utilização de aplicações móveis e consultas 'online', o adiamento de cirurgias não urgentes e a mobilização de todo o pessoal de saúde (qualificado ou em formação).

"A proteção dos profissionais de saúde deve permanecer a principal prioridade dado que eles estão na linha de frente", vinca a Comissão Europeia.

Para saber mais sobre as medidas que estão a ser tomadas pela União Europeia, clique aqui.

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