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União Europeia faz consulta pública sobre cancro e portugueses devem participar

O inquérito decorre até dia 7 de maio e é dirigido a todos os intervenientes que estão envolvidos no combate ao cancro. Doentes oncológicos, sobreviventes de cancro e especialistas podem participar

Todos os anos, 3,5 milhões de pessoas na União Europeia (UE) são diagnosticadas com cancro, sendo que 1,3 milhões morrem devido a esta doença. No entanto, mais de 40 % dos casos de cancro são evitáveis, se forem cumpridos os critérios de prevenção.

Se não existir uma inversão das tendências atuais, o cancro poderá vir a ser a principal causa de morte na UE. Nesse sentido, a Comissão Europeia desenhou um Plano Europeu de luta contra o cancro que tem por objetivo reduzir o fardo que o cancro representa para os doentes, as suas famílias e os sistemas de saúde. Divulgado a 4 de fevereiro de 2020, o Plano trabalha em quatro áreas que se interligam: prevenção, diagnóstico, tratamento e qualidade de vida dos doentes e sobreviventes.

“Este plano irá trazer mais conhecimento e a consulta pública permitirá uma avaliação mais realista sobre o que se passa nos diferentes países”, explica a eurodeputada Sara Cerdas. A consulta pública representa, assim, “uma oportunidade para reunir uma grande capacidade de dados e para compreender melhor o cenário europeu, a efetividade das medidas em saúde pública, dos tratamentos e de outros parâmetros”, acrescenta.

O inquérito, a decorrer até dia 7 de maio, pretende avaliar as percepções e prioridades da Europa na gestão do problema de saúde pública que é a doença oncológica. “Pretende-se identificar as prioridades sociais e organizacionais de forma a delinear políticas comuns que possam otimizar recursos, promover a equidade no acesso a cuidados de excelência na UE. Sem este passo não será possível definir estratégias comuns e delinear políticas de sucesso”, sublinha José Dinis, coordenador do Programa Nacional para as Doenças Oncológicas.

A participação ativa significa a intervenção direta dos cidadãos na tomada de decisão e nas medidas europeias. “Somos todos responsáveis pela nossa saúde e devemos trabalhar em conjunto para alcançar uma sociedade mais saudável. Os cidadãos devem envolver-se porque acima de tudo é para eles e a pensar neles que os sistemas de saúde são desenhados”, defende Sara Cerdas.

José Dinis, Coordenador do Programa Nacional para as Doenças Oncológicas

José Dinis, Coordenador do Programa Nacional para as Doenças Oncológicas

Pedro Nunes

O coordenador do Programa Nacional para as Doenças Oncológicas, José Dinis, deixa também o seu apelo à participação nesta consulta pública por parte da sociedade civil: “Desenhar uma política europeia com este enquadramento apenas terá sucesso se ouvidos os intervenientes e os beneficiários dessas políticas por forma conhecer as preocupações, realidades e expectativas. Assim, para Portugal e para os portugueses, por se sentirem e serem uma parte integrante do projeto europeu, é imperativo participar”.

Para participar na consulta pública clique aqui.

Para consultar o Plano Europeu de Combate ao Cancro clique aqui.

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