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Dê sangue em tempos de pandemia e contribua para salvar vidas

Assinale o Dia Mundial do Dador de Sangue a 14 de junho

Naquele dia, no início do confinamento, desrespeitando as indicações para ficar casa por causa da pandemia de covid-19, Sofia Carvalho, de 27 anos, saiu por uma boa causa: dar sangue, respondendo ao apelo do Instituto Português do Sangue e da Transplantação.

Para Sofia, o risco dos tempos atuais não era suficientemente forte para a inibir de exercer um dever cívico que cumpre desde os 18 anos. Finalista de psicologia e cantora, partilhou os motivos da sua decisão de modo a sensibilizar outras pessoas a fazer o mesmo. Escreveu no Facebook: “Hoje não fiquei em casa. Soube, ontem de manhã, que o Instituto Português do Sangue e da Transplantação estava a precisar de dádivas, que tinham caído com o surto de coronavírus (…) À noite vi as notícias, que passaram um excerto de uma reportagem da Sky News que mostrava a situação dramática de um hospital italiano, com pessoas a lutar para respirar - imagens que, confesso, me apertaram o peito. Passou-me inclusivamente pela cabeça não vir aqui hoje... Mas depois lembrei-me que a coragem não é fazer uma coisa sem sentirmos medo: é precisamente fazer uma coisa apesar do medo. É agora, mais do que nunca, importante que não nos falte a coragem. Mais: é agora, mais do que nunca, importante que não nos falte a coragem para sermos solidários, em tempos incertos em que talvez fosse menos ansiogénico pensar que não seremos assim tão necessários e que eventualmente outra pessoa qualquer se vai chegar à frente. Relembro a velha máxima: "Se não fores tu, será quem? Se não for agora, será quando?". Adeus e obrigada aos meus 450ml de 0 -, sejam felizes e corajosos no corpo de quem de vós precisar! Com alegria, vi que estavam imensas pessoas que também responderam a este apelo, quebrando assim a quarentena por uma causa justa”.

Sofia foi uma das 92 milhões de pessoas que dão sangue todos os anos, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). 45% dos dadores têm menos de 25 anos e 40% são mulheres, indicam os mesmos dados.

O Dia Mundial do Dador de Sangue é celebrado, todos os anos, a 14 de junho, para aumentar a consciência sobre a necessidade de obter componentes sanguíneos de forma segura, mas também para agradecer a todos os dadores. As suas dádivas voluntárias contribuem para salvar muitas vidas ou para melhorar a qualidade de vida de muitos doentes, entre os quais, os que sofrem de doenças oncológicas.

O sangue desempenha funções de homeostase essenciais à sobrevivência. Mas a sua composição é tão complexa que ainda não foi possível encontrar um substituto que se assemelhe. É por isso que é tão importante a contribuição dos dadores de sangue.

Nem toda a gente, contudo, pode dar sangue. É preciso ter entre 18 e 65 anos de idade; pesar mais de 50 quilos; gozar de boa saúde e ter hábitos de vida saudáveis.

Se está dentro deste grupo, então pode dirigir-se aos centros regionais de sangue do Instituto Português do Sangue em Lisboa, Porto e Coimbra, aos locais onde se realizam colheita de sangue móveis ou aos serviços de imunohemoterapia hospitalares. E juntar-se aos milhões de pessoas que, em todo o mundo, dão o seu sangue para salvar vidas!

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