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IPO de Lisboa: doentes em quimioterapia não têm que esperar no exterior

Imagens divulgadas, durante os últimos dias, nas redes sociais mostram doentes e familiares do IPO de Lisboa em filas de espera para realizarem análises clínicas. O IPO de Lisboa lamenta a situação e refere que está a fazer os possíveis para diminuir o desconforto causado aos utentes

José Fernandes

Na passada segunda-feira, um vídeo gravado no exterior do IPO de Lisboa tornou-se viral nas redes sociais. No mesmo, aparecem dezenas de doentes a aguardar na rua, ao calor, para realizarem análises. O IPO de Lisboa lamenta a situação e acrescenta que não é habitual o acumular de pessoas como aconteceu naquele dia. A instituição garante, ainda, que os doentes com marcações para o Hospital de Dia de Quimioterapia e para o Serviço de Atendimento Não Programado não aguardam no exterior.

Diariamente, o Instituto Português de Oncologia de Lisboa Francisco Gentil recebe cerca de mil doentes que se dirigem à instituição para a realização de atos de ambulatório - consultas, exames, tratamentos de radioterapia, quimioterapia, entre outros.

"Para evitar várias deslocações ao Instituto, muitos destes doentes têm análises, consulta médica e tratamento agendados para o próprio dia, atos que são realizados de forma sequencial", explica o IPO de Lisboa ao "Tenho Cancro. E depois?".

Apesar do desfasamento dos horários das consultas e tratamentos, que se realizam durante todo o dia, o elevado número de doentes para colheita de sangue para análises clínicas regista uma maior concentração de pessoas no período da manhã.

"Devido à COVID-19 e às formas de transmissão do novo coronavírus, o IPO de Lisboa teve necessidade de limitar a circulação e a presença de pessoas no interior dos edifícios, incluindo o número de doentes que aguardam nas salas de espera, aumentando, consequentemente, o número de pessoas fora dos edifícios", refere a instituição.

O IPO de Lisboa diz-se atento ao facto de os doentes e acompanhantes aguardarem no exterior. Nesse sentido, em março passado, "foram instaladas tendas à entrada de todos os edifícios e continuaremos a adaptar as estruturas às contingências atuais, de forma a garantir o conforto de todos os que têm de vir ao Instituto", garante a instituição hospitalar.

O instituto assegura, ainda, que os doentes estão informados que só deverão comparecer 15 minutos antes da hora agendada e que, salvo situações de dependência, não podem trazer acompanhante. Contudo, parece que as indicações nem sempre são cumpridas. "Muitos continuam a apresentar-se com muito tempo de antecedência o que pode gerar, pontualmente, em alguns períodos do dia, maior concentração de pessoas em espera", conclui o IPO de Lisboa.

Para saber mais sobre as medidas implementadas pelo IPO de Lisboa clique aqui.

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