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Informação e prevenção são os melhores aliados para combater o linfoma

Em Portugal, a pandemia de covid-19 pode ter atrasado o diagnóstico de novos casos

José Fernandes

O Dia Mundial do Linfoma é assinalado esta terça-feira (15 de setembro), tendo em vista a sensibilização para os sintomas da doença e a importância do diagnóstico precoce.

Por ano, em todo o mundo, mais de 735.000 pessoas são diagnosticadas com linfoma, um tumor maligno do sangue que provoca um crescimento desordenado das células do sistema linfático, responsável pelo combate às infeções.

Este ano, o diagnóstico de novos casos em Portugal (cerca de 300 anualmente) poderá ter sido menor devido à pandemia de covid-19, segundo José Mário Mariz, coordenador do serviço de Hematologia do Instituto Português de Oncologia do Porto (IPO-Porto).

O sintoma mais frequente é o surgimento de um tumor nas zonas onde há gânglios, como o pescoço, as axilas ou as regiões inguinais. Podem também existir outros sintomas, entre os quais, febre, emagrecimento e cansaço. Há, no entanto, casos em que não se manifestam quaisquer sinais e que o linfoma é descoberto acidentalmente em exames de rotina.

Linfoma de Hodgkin (LH) e linfoma não-Hodgkin (LNH)

Há dois tipos de linfoma que se distinguem por caraterísticas, comportamento e agressividade diferentes: o linfoma de Hodgkin (LH) e linfoma não-Hodgkin (LNH).

O primeiro, verifica-se em 20% dos casos, frequentemente em jovens entre os 25 e os 30 anos.

O segundo é o mais frequente, constituindo a maioria dos casos (cerca de 80 %) e podendo surgir em várias partes do corpo, fora do sistema linfático, sobretudo na medula óssea, ossos, pulmão ou mama, entre outros. Os novos casos de linfoma não-Hodgkin têm-se revelado, principalmente em pessoas com mais de 60 anos, sendo classificados segundo o tamanho e a forma de apresentação, o que determina qual o tratamento a adotar.

A quimioterapia é o tratamento mais utilizado, muitas vezes complementada com a radioterapia. São tratamentos eficazes, na maioria dos casos, existindo já alta probabilidade de cura.

Em certas situações, nomeadamente do linfoma não Hodgkin. os anticorpos monoclonais, proteínas existentes no organismo que são alteradas em laboratório para atacar determinadas células, são também usados para tratar a doença.

No Dia Mundial do Linfoma, esteja alerta e siga as recomendações dos médicos: vigie as alterações do seu corpo e preste atenção aos sintomas, sobretudo se é idoso, já que a incidência da doença aumenta com a idade; procure o médico se detetar algum nódulo, se este for indolor e de crescimento rápido e caso não apresente outro sinal de infeção; evite a exposição prolongada a produtos químicos. São comportamentos que podem fazer toda a diferença.

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