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Curadores do Tenho Cancro. E Depois? preocupados com metas nacionais e europeias

Na segunda reunião de curadores do projeto do Expresso e SIC Notícias que conta com o apoio da Médis e da Novartis, além da colaboração da Liga Portuguesa contra o Cancro e da Sociedade Portuguesa de Oncologia, os curadores presentes deixaram o alerta perante a situação oncológica e o caminho que falta percorrer para recuperar o que se perdeu com a pandemia. Saiba mais sobre este retrato na edição da próxima semana do jornal Expresso

Tiago Oliveira

Portugal está a cumprir um contra-relógio para recuperar tempo perdido na luta contra o cancro e os curadores do Tenho Cancro e Depois não esconderam a preocupação perante o panorama atual. "Estamos com problemas gravíssimos no curto prazo para acompanhar os doentes", garante Vítor Neves, Presidente Executivo da Europacolon Portugal, e um dos curadores do Tenho Cancro. E Depois?

O projeto de Expresso e SIC Notícias que conta com o apoio da Médis e da Novartis, além da colaboração da Liga Portuguesa contra o Cancro e da Sociedade Portuguesa de Oncologia, viu os especialistas - com moderação da jornalista da SIC, Rita Neves - reunirem-se pela segunda vez por teleconferência para darem a sua perspetiva sobre o retrato oncológico de Portugal e o que está a ser feito no combate ao cancro.

Apesar das dificuldades reconhecidas por todos, com os atrasos nos rastreios e diagnósticos por causa da pandemia, a que se junta uma permanente dificuldade de acesso aos cuidados de saúde primária, a área de oncologia vive uma janela de oportunidade. Porquê? Porque este ano foi apresentado o Plano Europeu de Luta contra o Cancro, que estabelece metas ambiciosas mas também garante financiamento a projetos inovadoras e pode servir para dotar a luta contra a cancro de novas armas. Saibam os países, neste caso, Portugal, aproveitá-las.

"Temos que repensar a forma como abordamos os rastreios", apontou o diretor do Programa Nacional para as Doenças Oncológicas, que pede mais coordenação entre todas as entidades para que seja possível obter o máximo de financiamento possível do plano europeu. Tendo sempre presente que, apesar da diminuição da pressão, a situação em Portugal ainda é muito difícil e terá consequências sérias não só a médio e longo prazo, mas já no presente. "Os profissionais estão esgotados", realça a diretora da unidade de Cuidados Paliativos do Hospital da Luz, Isabel Galriça Neto.

Tópicos para perceber e analisar em mais profundidade na edição da próxima semana do jornal Expresso.

Conheça a lista de curadores

- Ana Raimundo, Sociedade Portuguesa de Oncologia

- António Medina Almeida, Hospital da Luz

- Fátima Cardoso, Fundação Champalimaud

- Isabel Galriça Neto, médica especialista Cuidados Paliativos

- José Dinis, Programa Nacional para as Doenças Oncológicas

- José Mário Mariz, médico hemato-oncologista do IPO do Porto

- Luís Costa, diretor do serviço de oncologia do Hospital de Santa Maria

- Margarida Torres Ornelas, IPO Coimbra

- Maria Rita Dionísio, Novartis

- Nuno Jacinto, presidente da APMGF

- Rui Henrique, IPO Porto

- Tamara Hussong Milagre, EVITA

- Teresa Bartolomeu, Médis

- Vitor Neves, Europacolon

- Vitor Rodrigues , Liga Portuguesa contra o Cancro

Saiba tudo sobre o Tenho Cancro. E Depois? no site do projeto

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