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Há cada vez mais mulheres com cancro de pulmão

Nuno Miranda, diretor do Programa Nacional para as Doenças Oncológicas não tem dúvidas: "Precisamos de encarar o tabaco como um inimigo".

Para Nuno Miranda, médico oncologista, uma forma de diminuir os casos de cancro do pulmão é alterar a lei, alargando a proibição de fumar a mais espaços públicos, incluindo parques.

O diretor do Programa Nacional para as Doenças Oncológicas defende uma legislação mais restritiva: “Não podemos continuar a considerar o tabaco como uma coisa normal”

Apesar dos locais de proibição terem aumentado nos últimos anos e se ter conseguido "controlar de alguma maneira o consumo de tabaco", será necessário ir mais longe, seguindo o exemplo de países que obtiveram melhores resultados ao adotarem medidas mais restritivas ao consumo de tabaco.

Em declarações à Lusa, Nuno Miranda defende o fim dos espaços para fumadores em parques públicos e também nas empresas, pois só assim se assegurariam "as boas condições de trabalho a todos os trabalhadores”.

Reconhecendo que a proibição de fumar seria contraproducente (como de resto aconteceu nos casos do consumo do álcool e da droga), aquele responsável considera a prevenção "a melhor arma” para combater o cancro: "Temos de olhar para esta praga que é o tabagismo de uma forma diferente. Não podemos continuar a considerar o tabaco como uma coisa normal".

A mortalidade por cancro do pulmão no sexo feminino tem vindo a aumentar:"Hoje a mortalidade de cancro do pulmão é de três mil homens para mil mulheres por ano, mas essa assimetria está a diminuir". Ou seja, o número de homens fumadores tem diminuído, mas, em sentido contrário, há cada vez mais mulheres a consumir tabaco.

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