Os Especialistas

"A maior dificuldade é tratar os doentes nos tempos mais adequados"

Respeitar os tempos operatórios e ter recursos disponíveis são os principais desafios dos profissionais de saúde em oncologia

A falta de meios tem implicações nos tempos de espera para consultas e cirurgias.

Segundo o último relatório publicado pela ERS (Entidade Reguladora da Saúde) em maio, que contempla dados de cerca de 40 hospitais do SNS, 18% das cirurgias oncológicas foram realizadas depois dos tempos máximos de resposta garantidos (TMRG), que representam os tempos de espera clinicamente aceitáveis. Cerca de 30% das cirurgias consideradas muito prioritárias foram feitas além dos tempos máximos de resposta. Nas cirurgias oncológicas de prioridade normal o incumprimento chegou aos 16% e nas prioritárias aos 17%.

Quanto à percentagem de incumprimento global dos TMRG em consultas de oncologia, o número de doentes em lista de espera foi de 1335 e, para os doentes que foram atendidos, houve um incumprimento geral de 36% em todas as consultas.

Os Especialistas

Mais