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"Não podemos correr o risco de os doentes com cancro ficarem traumatizados pelo medo"

O diretor do serviço de oncologia do Hospital de Santa Maria e presidente do Colégio de Oncologia Médica da Ordem dos Médicos, Luís Costa, revela como foi lidar com a covid-19 durante o estado de emergência e explica o que está a ser feito agora, para garantir o melhor atendimento possível aos doentes oncológicos

Como foi gerir um serviço de oncologia durante o estado de emergência?

Durante o estado de emergência, a Direção-Geral da Saúde (DGS) indicou, numa norma destinada ao seguimento e tratamento de pessoas com cancro no período de pandemia, que os doentes oncológicos deviam ser testados, mesmo sem sintomas, antes de iniciarem (ou durante) os tratamentos de quimioterapia e radioterapia e antes de serem operados

O que fazer durante esta nova fase da pandemia?

Continuar a testar todos os doentes é a principal estratégia dos serviços de oncologia no país, de forma a identificar precocemente os infetados pela covid-19 e, simultaneamente, evitar novos contágios

Que medidas podem ser tomadas para que os doentes consigam regressar, dentro do que é possível, à normalidade?

Proteger esta grupo de população passa por informar os doentes oncológicos sobre os cuidados a ter e criar, paralelamente, medidas que garantam a sua segurança

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