Episódio dos Monty Python serve de mote a estudo sobre exercício físico

Um investigador inspirou-se nos estranhos andares que os atores inventaram e analisou se estas formas de caminhar seriam mais eficaz a queimar calorias do que um passeio normal. De facto, há uma forma de andar que, realmente, requer um gasto energético mais elevado: a caminhada do senhor Teabag.

Glenn Gaesser, professor na Universidade Estatal do Arizona, dedicou a sua carreira a estudar gastos energéticos produzidos pelo exercício físico. Perante uma sociedade cada vez mais sedentária, o investigador recorreu ao episódio dos Monty Python para perceber se uma forma de andar menos eficiente pode aumentar o número de calorias gastas.



Foi com base nesta pergunta que o investigador desenhou o estudo, que contou com a participação

de 13 pessoas. Numa primeira fase, os investigadores analisaram a respiração e energia gasta pelos participantes numa caminhada normal. Numa segunda fase, os mesmo participantes realizaram dois tipos

de caminhada do episódio: a do senhor Teabag (John Cleese) e a do senhor Putey (Michael Palin).

Os resultados mostram que a forma de andar do senhor Putey tem uma intensidade muito semelhante

a uma caminhada normal. Por outro lado, o modo de andar do senhor Teabag apresenta um gasto energético muito superior.

Com base nestes dados, Glenn Gaeser avança que se uma pessoa caminhar desta forma durante “aproximadamente 11 minutos por dia” ira atingir o nível de “alta intensidade” descrita nos guias de saúde pública norte-americana.

Apesar de ser um estudo de cariz humorístico, o investigador destaca a parte séria da descoberta, Glenn Gaese sublinha que se os indivíduos tornarem “a movimentação um pouco menos eficiente”, isso “permitirá que gastemos mais calorias” e, assim, deixaria de ser necessário “fazer atividade física” extra.

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