Pandemia acelerou envelhecimento do cérebro nos adolescentes, principalmente nas raparigas
Coronavírus
A adolescência, o período de transição entre a infância e a idade adulta, é marcada por mudanças dramáticas no desenvolvimento emocional, comportamental e social. É também um momento em que se desenvolve um sentido de identidade, autoconfiança e autocontrolo.


Uma recente investigação da Universidade de Washington, publicada online a 9 de setembro em Proceedings of the National Academy of Sciences, revelou que a pandemia provocou uma maturação cerebral acelerada nos adolescentes, particularmente nas raparigas. De acordo com o estudo, esta aceleração foi, em média, de 4,2 anos nas mulheres e 1,4 anos nos homens.



Os resultados revelaram uma diminuição do córtex cerebral, particularmente nas raparigas, em todos os lobos e hemisférios do cérebro, enquanto nos rapazes os efeitos foram observados apenas no córtex visual.

Este maior impacto nas raparigas poderá estar relacionado com a importância das interações sociais no seu desenvolvimento, sugeriu Kuhl, sublinhando que as adolescentes tendem a depender mais das relações sociais para lidar com o stress, conversar e partilhar sentimentos enquanto os rapazes tendem a reunir-se sobretudo para atividades físicas.