Os manifestantes, empunham bandeiras, placas e cartazes, em que exigem que a Grã-Bretanha deixe a União Europeia.
Cantando "Bye-Bye UE", os manifestantes exigem que os legisladores apliquem os resultados do referendo de junho de 2016, no qual a saída da União Europeia foi a escolha maioritária.
Alguns manifestantes paralisaram o trânsito no exterior do Palácio de Westminster, onde os deputados debateram se aceitam ou não o Acordo de Saída de 585 páginas.
Uma marcha muito maior ocorreu na semana passada, na qual centenas de milhares de manifestantes contra o 'Brexit' exigiam a realização de um novo referendo.
Os deputados britânicos votam hoje pela terceira vez o Acordo de Saída do Reino Unido da União Europeia.
A votação será feira imediatamente após o debate, que se realizou entre as 09:30 e as 14:30.
O Acordo de Saída, de 585 páginas, estabelece os termos da saída do Reino Unido da UE para que se faça de forma ordenada e estabelece um quadro jurídico quando os Tratados e a legislação da UE deixarem de se aplicar ao Reino Unido.
Inclui um protocolo para a Irlanda do Norte, um capítulo sobre os direitos dos cidadãos europeus no Reino Unido e britânicos residentes na UE, um período de transição até ao final de dezembro de 2020 e o pagamento de uma compensação financeira pelo Reino Unido pelas obrigações assumidas enquanto membro da União Europeia, cujo valor o governo britânico estima ser entre 35 e 39 mil milhões de libras (40 a 45 mil milhões de euros).
O Acordo, juntamente com a Declaração, foram chumbados a 12 de março por 391 votos contra e 242 votos a favor, uma diferença de 149 votos, repetindo o chumbo de janeiro por 432 votos contra e 202 contra, uma margem histórica de 230 votos.

