A filha, Mónica Pires, devia encontrar-se com Carlos Castro e Renato Seabra no dia do crime (passado dia 7), para jantar, e cruzou-se com o alegado homicida na entrada do hotel. O jovem modelo Renato disse-lhe que Carlos não sairia mais do quarto. Acabaria por pedir ajuda aos funcionários do hotel e dar o alerta à polícia.
Por serem testemunhas, ambas estão proibidas pela polícia de falar sobre os pormenores do caso, mas esperam que se faça justiça em tribunal.
Metade das cinzas em NY, metade em Portugal
As cerimónias fúnebres do colunista social terão lugar no sábado e incluem missa rezada em Newark, Nova Jérsia, revelou ontem a família.
Cláudio Montez, que acompanha duas irmãs de Carlos Castro em Nova Iorque, disse que o corpo será cremado. Fora de questão está que as cinzas sejam espalhadas em Times Square, conforme era desejo do colunista social, e também no rio Hudson, como também se pensou.
"Tentar-se-á fazer a vontade ao Carlos, o mais real possível. Não vai ser no mar, não vai ser no rio, vai ser no cemitério, tem de ser no cemitério, com toda a dignidade", disse Montez aos jornalistas, em Newark.
"Foi pedido ao senhor que está encarregado de fazer a cerimónia que seja um local, obviamente oficial, o mais próximo da Broadway", referiu ainda o amigo de Carlos Castro.
No local, adiantou, será depositada apenas "parte das cinzas". "São feitas as duas vontades: a vontade do Carlos ficar em Nova Iorque e a vontade da família que não pôde vir toda. Será feita depois lá, em dia e lugar a determinar", referiu Montez.
O corpo de Castro ainda não foi libertado, uma vez que ainda não foi emitida a certidão de óbito.
Castro, de 65 anos de idade, foi morto na sexta feira no Hotel Intercontinental, próximo de Times Square.
A polícia acusou de homicídio o jovem modelo português Renato Seabra, que se encontra em detenção no Hospital Bellevue e deverá ser ouvido nos próximos dias em tribunal.
Com Lusa
