A questão psiquiátrica continua a ser essencial. A defesa espera ainda relatórios médicos do primeiro hospital onde Seabra esteve internado, logo a seguir ao crime, e que David Touger considera serem "muito importantes" para o desenrolar do caso.
Só depois o advogado vai decidir se baseia a estratégia da defesa numa eventual perturbação mental do jovem.
Certo é que o advogado espera um caso difícil, mas garante que está preparado para ir "até onde for preciso", numa defesa "agressiva".
Sobre Renato Seabra, Touger diz apenas que o jovem "está bem, dadas as circunstâncias", mas não quis comentar as notícias que garantem que Seabra ainda não tem consciência do que aconteceu.
Na sessão desta sexta-feira esteve presente a mãe do jovem. Odília Pereirinha assistiu à audiência no fundo da sala e, à saída, não quis falar aos jornalistas.
A acusação vai agora contestar o pedido de anulação da confissão. Os argumentos da procuradora Maxine Rosenthal vão ser entregues em tribunal no dia 8 de Abril, data da próxima sessão.
