Homicídio de Carlos Castro

Defesa de Renato Seabra diz que a confissão é ilegal

Renato Seabra voltou hoje ao Supremo Tribunal de Nova Iorque. Em mais uma sessão muito curta, menos de três minutos, o advogado do jovem acusado do homicídio de Carlos Castro entregou um requerimento para anular a confissão do crime. David Touger diz que essas declarações feitas à polícia no primeiro interrogatório são ilegais porque não foram garantidos ao detido todos os direitos definidos pela Constituição.

Touger alega que, nesse interrogatório, não estava presente qualquer advogado e, além disso, Renato Seabra estaria ainda perturbado pelo que aconteceu e incapaz de fazer declarações rigorosas e conscientes.



A questão psiquiátrica continua a ser essencial. A defesa espera ainda relatórios médicos do primeiro hospital onde Seabra esteve internado, logo a seguir ao crime, e que David Touger considera serem "muito importantes" para o desenrolar do caso.



Só depois o advogado vai decidir se baseia a estratégia da defesa numa eventual perturbação mental do jovem.



Certo é que o advogado espera um caso difícil, mas garante que está preparado para ir "até onde for preciso", numa defesa "agressiva".



Sobre Renato Seabra, Touger diz apenas que o jovem "está bem, dadas as circunstâncias", mas não quis comentar as notícias que garantem que Seabra ainda não tem consciência do que aconteceu.



Na sessão desta sexta-feira esteve presente a mãe do jovem. Odília Pereirinha assistiu à audiência no fundo da sala e, à saída, não quis falar aos jornalistas.



A acusação vai agora contestar o pedido de anulação da confissão. Os argumentos da procuradora Maxine Rosenthal vão ser entregues em tribunal no dia 8 de Abril, data da próxima sessão.