Orçamento do Estado 2012

Deputado do CDS-Madeira vota contra "orçamento da tecnocracia orçamental"

O deputado do CDS eleito pela Madeira para  a Assembleia da República declarou hoje que vai votar mais uma vez contra  a proposta orçamental, por discordar do que classifica de um "orçamento  da tecnocracia orçamental". 

(Lusa/Arquivo)

"Consideramos que este é um orçamento da tecnocracia orçamental e não  um orçamento para o crescimento", declarou Rui Barreto em conferência de  imprensa no Funchal, sublinhando ser incompreensível, "havendo sinais positivos  da economia, que haja uma retirada do rendimento das pessoas" na proposta  apresentada pelo Governo. 

O deputado realçou que no processo de discussão na especialidade vai  "bater-se" por várias alterações, começando pela "reposição de alguma justiça  nos cortes anunciados na tabela para função pública e pensões (...), um  sinal positivo para a economia, nomeadamente no IVA da restauração". 

Rui Barreto enunciou que defenderá também "que a receita da sobretaxa  do IRS fique na Madeira (...), uma clarificação na Lei das Finanças Regionais  no que concerne às verbas do IVA e seja consagrado em especialidade duas  ou três alterações legislativas que tem a ver com competitividade o Centro  Internacional de Negócios (CINM)" 

Questionado sobre a possibilidade da próxima penalização do partido  pela posição assumida, violando mais uma vez a disciplina de voto da bancada  parlamentar, possa ser mais grave que a suspensão, Rui Barreto frisou: "Estou  suspenso dos meus direitos e dos meus deveres". 

Por ter votado contra a proposta do OE para 2013, o conselho de jurisdição  nacional do CDS decidiu aplicar ao deputado madeirense, em decisão conhecida  na passada sexta-feira, uma suspensão de militância de cinco meses. 

Rui Barreto realçou que a decisão na indica sobre a retirada de confiança  política do partido, mas admitiu que a sua posição "ponderada e refletida  tem consequências" "poderá ter repercussões no que concerne a maior ou menor  intervenção em plenário representando os interesses da Madeira". 

O deputado centrista destacou que este será o seu sentido de voto na  generalidade, mas poderá ser reequacionado "um sentido menos gravoso na  votação global" se tiverem acolhimento algumas das propostas de alteração  que considera "relevantes". 

Lusa