Primeira Liga 2011/12

Benfica garante acesso direto na "Champions" ao vencer a União de Leiria (1-0)

O Benfica garantiu hoje o segundo lugar da Liga portuguesa de futebol e o aceso direto à Liga dos Campeões, prova na qual  o Sporting de Braga, certo no terceiro posto, vai entrar na terceira pré-eliminatória.

PAULO NOVAIS

Os "encarnados" (66 pontos) venceram a União de Leiria por 1-0 (golo  de Bruno César), enquanto os "arsenalistas" (62) superaram o Beira-Mar por  1-0 (Custádio) e beneficiaram do desaire por 2-0 do Sporting (56) no reduto  do campeão FC Porto ("bis" de Hulk). 

Na luta pela manutenção, a Académica venceu em casa o Vitória de Setúbal  por 1-0, após 16 jogos consecutivos sem ganhar, e ascendeu ao 14. posto,  por troca com o Feirense, que caiu para 15., ao perder na receção ao Vitória  de Guimarães (1-3). 

O Benfica jogou hoje a passo e sem motivação,  nem para dar golos a Cardozo, face aos "juniores" da União de Leiria, não  conseguindo melhor do que vencer por 1-0, na 29. jornada da Liga de futebol.

Já não seria fácil motivar uma equipa cujo único objetivo era segurar  um segundo lugar que já dificilmente lhe fugiria, mais ainda perante um  adversário fragilizado, que andou a angariar jogadores dos juniores e a  tentar convencer outros do plantel a voltarem à equipa durante a semana  para poder apresentar 11. 

Havia o tal título individual em jogo, a equipa poderia ter-se metido  em brios para o oferecer a Cardozo, que leva 19 golos, os mesmos de Lima,  do Sporting de Braga, mas a equipa não mostrou motivação e juntou-lhe uma  gritante falta de inspiração. 

A União de Leiria, como se esperava, apresentou-se na Luz num 4x5x1,  quando o Benfica tinha a posse de bola, num bloco sempre baixo e compacto,  procurando tapar os caminhos que levavam à sua baliza e, sempre que recuperava  a bola, sair a jogar, com poucas unidades, à base de toque de bola, evitando  iniciativas individuais. 

O facto do Benfica ter feito um único golo, e de bola parada, a uma  equipa destroçada pela instabilidade, com três meses de salários em atraso,  com quatro juniores no "onze", sem jogadores suficientes para treinar nas  duas últimas semanas por uma boa parte do plantel ter rescindido unilateralmente,  fala por si quanto à forma como se exibiu. 

O Benfica jogou a passo durante 90 minutos, o que explica que a União  de Leiria se tenha sentido sempre confortável no jogo e nunca tenha sido  verdadeiramente pressionada e forçada a cometer erros.  

Os "encarnados" podiam ter marcado mais golos, tendo criado oportunidades  para o fazer, mas quando à motivação se junta a falta de inspiração individual  e coletiva, o resultado foi o que se viu, com alguns golos feitos desperdiçados,  a começar por Cardozo, que não costuma ser tão perdulário. 

Já se sabe que o paraguaio, pelas suas características, é um jogador  que depende da equipa, do volume e qualidade do jogo ofensivo que cria,  mas hoje o coletivo trabalhou pouco e mal para o seu "homem-golo". 

O único que o Benfica marcou aconteceu aos 21 minutos, na execução de  um livre direto, por Bruno César, que foi o menos desinspirado da equipa,  cujo relaxamento chegou a permitir, na primeira parte, duas oportunidades  flagrantes à União de Leiria, aos 32, por Ogu, a cabecear sozinho na pequena  área por cima da barra, e aos 42, por Schaffer, que só tinha de acertar  na baliza um cruzamento perfeito de Nicklas. 

Na segunda parte, o Benfica ainda conseguiu baixar o ritmo, que já era  baixo, e o espetáculo decaiu inda mais de qualidade, o que deu origem a  assobios das bancadas. 

O único interesse foram as poucas oportunidades que o Benfica foi criando  e algumas intervenções valiosas do jovem guarda-redes esloveno Oblak, que  pertence aos quadros da Luz e a quem se augura futuro promissor. 

Jorge Jesus ainda tentou agitar um pouco o jogo, com as entradas de  Rodrigo e de Nelson Oliveira, mas também estes nada fizeram de relevante  que alterasse o cariz da partida, perante um adversário que se bateu com  bravura e notável sentido de profissionalismo. 

Com Lusa