Primeira Liga 2011/12

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Hulk bisa no “clássico” frente ao Sporting (2-0)

Dois golos de Hulk "selaram" o "clássico" entre  o FC Porto e o Sporting, da 29. jornada da Liga portuguesa de futebol,  arrendando o "leões" da luta pela qualificação para a Liga dos Campeões.

ESTELA SILVA
ESTELA SILVA
Hulk é o capitão do FC Porto
ESTELA SILVA
ESTELA SILVA
ESTELA SILVA

Naquele que pode ter sido o jogo de despedida do "Incrível" no Estádio  do Dragão, os portistas - que entraram com o estatuto de bicampeões - fizeram  valer o seu futebol, descomprimido mas não descomprometido, pois foram sempre  superiores. 

O Sporting, que precisava de vencer para se manter na luta pelo terceiro  lugar, revelou algum nervosismo e só em jogadas de velocidade conseguiu  levar algum perigo ao reduto dos "dragões", sendo que apenas caiu quando  ficou em inferioridade numérica. 

Vítor Pereira voltou a apostar num "onze" sem ponta de lança, tal como  aconteceu na jornada anterior, na Madeira, onde os portistas venceram o  Marítimo por 2-0. 

Sem referência de área, claramente se percebeu que a equipa da casa  optava por movimentos mais rápidos no ataque, com Hulk, Varela, James Rodriguez  e Lucho Gonzalez a deambular entre a defesa visitante. 

O Sporting, por sua vez, arrancou "coxo" no que diz respeito aos planos  de Sá Pinto: João Pereira e Izmailov ainda apareceram na ficha oficial a  integrar o "onze", mas ressentiram-se de lesões durante o aquecimento e  deixaram de ser opção. 

Entraram para os seus lugares Carrilho e Pereirinha, enquanto Evaldo  e Xandão passaram da "bancada" para o banco de suplentes.  

O jogo começou com um lance rápido dos visitantes, mas Maicon conseguiu  tirar a Van Wolfswinkel aquele que poderia ter sido o golo mais "madrugador"  do campeonato. 

As duas equipas entregaram-se ao jogo com velocidade e empenho, mas  as oportunidades claras de golo na primeira parte foram escassas, apesar  da bola ter estado, com frequência, junto das duas balizas. 

O conforto dos "dragões" permitia trocas de bola que empolgaram as bancadas,  mas o Sporting ia respondendo com mais incisão, sobretudo através da velocidade  do espanhol Capel e do peruano Carrilho, jogador que manteve aceso duelo  com o brasileiro Alex Sandro. 

Aos 43 minutos, Varela entrou na área contrária e rematou contra Onyewu,  em lance que motivou acesos protestos portistas, alegando que o defesa terá  jogado com um braço. 

Na resposta, Ínsua avançou em velocidade e rematou ainda de fora da  área, de zona frontal, mas a bola passou a centímetros da barra. 

O segundo tempo começou com a mesma "aceleração" e aos 51 minutos, sem  preparação e de fora da área, Polga rematou ao poste esquerdo de Helton.

Dois minutos depois, Varela apareceu isolado na área sportinguista,  mas foi lento e permitiu que a defesa resolvesse. 

Aos 57 minutos, Danilo e Janko renderam Sapunaru (não jogará na última  jornada, por ter visto cartão amarelo) e Varela. 

Logo a seguir, Sá Pinto trocou Carrilho por Jeffrén e o venezuelano  quase marcou, rematando de pronto após cruzamento de Ínsua, falhando o alvo  por pouco. 

Aos 67 minutos, o Sporting ficou reduzido a 10 unidades, por expulsão  de Onyewu, que travou à margem das regras Hulk, quando este se preparava  para visar as redes de Patrício. 

Mas, a vantagem numérica não foi imediatamente aproveitada pelos portistas,  nem quando de Janko, aos 77 minutos, esteve cara a cara com o golo, mas  meteu mal o pé à bola, a cruzamento milimétrico de Danilo.  

O jogo seria resolvido, aos 81 minutos, pela cabeça fria de James Rodriguez,  que "sacou" um penálti a Polga (expulso) e pelo pontapé certeiro de Hulk,  de grande penalidade. 

Com apenas nove jogadores, o Sporting sofreu com a maior intensidade  do ataque portista, e Janko voltou a falhar novo golo, com Patrício a defender  à queima-roupa. 

Até que Hulk, a um minuto dos 90, resolveu recordar as razões que fazem  dele a estrela dos "dragões", arrancando em velocidade na intermediária  contrária, deixando dois defesas para trás, fazendo o mesmo com Rui Patrício  e fechando as contas do "clássico". 

O Sporting ficou impossibilitado de responder, tanto mais que Pereirinha  se lesionou e deixou a equipa a jogar com oito jogadores até final. 

Com Lusa