Ciência

Estudante de medicina tetraplégico recupera autonomia digital com implante cerebral da empresa de Elon Musk

Sete pacientes, entre os quais um estudante de medicina tetraplégico, foram submetidos a cirurgias para a implantação de um chip cerebral da Neuralink, empresa de Elon Musk, passando a conseguir controlar dispositivos e comunicar de forma mais autónoma apenas com o pensamento.

Estudante de medicina tetraplégico recupera autonomia digital com implante cerebral da empresa de Elon Musk
SKY NEWS / DR

Entre outubro e dezembro do ano passado, sete pacientes foram submetidos a cirurgias no Hospital Nacional de Neurologia e Neurocirurgia (NHNN) do University College London Hospitals (UCLH) no âmbito do estudo GB-PRIME, que envolve a tecnologia de interface cérebro-computador (BCI) da Neuralink, empresa de Elon Musk.

Segundo uma publicação da University College London Hospitals (UCLH), o GB-PRIME é um estudo inicial que avalia a segurança e a funcionalidade do Implante N1 da Neuralink, uma interface cérebro-computador totalmente implantável, ou seja um chip cerebral.

Destinado a pessoas com doenças neurológicas graves, como lesões na medula espinhal ou esclerose lateral amiotrófica, o implante permite controlar dispositivos e comunicar mais autonomamente apenas com os pensamentos.

“Este tipo de tecnologia traz uma nova esperança”

Um dos sete pacientes que se voluntariou para participar no estudo foi Sebastian Gomez-Pena, um estudante de medicina que ficou tetraplégico na sequência de um acidente de mergulho.

Em declarações à Sky News, o jovem referiu que “este tipo de tecnologia traz uma nova esperança” para pessoas como ele, que sofrem de paralisia e perderam a mobilidade de um dia para o outro.

Depois de ter sido submetido a uma cirurgia que durou cerca de cinco horas, durante a qual lhe foi implantado o chip cerebral, Sebastian Gomez-Pena passou a conseguir utilizar um computador e um telemóvel apenas com o pensamento: “Agora consigo pensar em mover as minhas mãos para a direita ou para a esquerda, e a tecnologia percebe o que quero fazer e faz.”

O implante da Neuralink, já utilizado por 21 pessoas em quatro países, ajuda pacientes com paralisia grave, resultante de lesões na medula espinhal, AVC ou doenças neurodegenerativas, como a esclerose lateral amiotrófica (ELA). Alguns utilizadores conseguem escrever num teclado virtual ou alimentar-se com um braço robótico apenas com o pensamento.