Cultura

Ministra da Cultura empossou Maria João Seixas e Joana Gomes Cardoso

"Entusiasmo" foi palavra comum nos discursos de Maria João Seixas e Joana Gomes Cardoso que esta quinta-feira tomaram posse, respectivamente, como directoras da Cinemateca Portuguesa e do Gabinete de Planeamento, Estratégia, Avaliação e Relações Internacionais (GPEARI).

Lusa
Da esquerda para a direita Joana Gomes Cardoso, Gabriela Canavilhas e Maria João Seixas
Da esquerda para a direita Joana Gomes Cardoso, Gabriela Canavilhas e Maria João Seixas
Maria João Seixas ao usar da palavra afirmou que tinha dois sentimentos contraditórios: de nostalgia e de entusiasmo.



Nostalgia, justificou, pela saudade do muito que aprendeu com o seu antecessor no cargo, João Bénard da Costa que a ensinou " mais do que olhar, a ver ", e citou o jurista do século XIV João das Regras que escreveu: " olhai bem porém vêde ".



Todavia afirmou-se " entusiasmada " o que " acaba por compensar a amargura do primeiro sentimento ", e incitou toda a equipa que passará a liderar a " honrar o legado de Bénard da Costa " mas também a deixar " uma marca nova ".



Maria João Seixas afirmou que a Cinemateca Portuguesa/Museu do Cinema deve ser a " guardiã de um arte maior " e " respeitar a integridade do cinema " e nesse sentido tudo fazer para preservar o património filmíco e " dá-lo a ver nas melhores condições ".



Joana Gomes Cardoso que será a nova directora do GPEARI afirmou que este é " um desafio " que aceitou com " entusiasmo ".



" Fazer serviço público na Cultura é um privilégio " disse a nova directora do ministério que " até ontem morava em Bruxelas ", como referiu.



Joana Gomes Cardoso afirmou que a imagem de Portugal no exterior tem mudado muito graças " à excelência da criação dos seus criadores e o esforço feito em a divulgar ".



Como metas Joana Gomes Cardoso apontou uma colaboração " estreita " com todos os organismos do Ministério, a promoção da Língua Portuguesa, e acções junto da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, da Ásia e da América latina, assim como " facilitar a mobilidade de artistas e bens culturais não só nos países comunitários como noutros ".



A ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, no seu discurso recordou duas efemérides que serão celebradas este ano: os trinta anos das relações diplomática Pequim/Lisboa e os 150 anos do tratado de amizade com o Japão.



A ministra referiu que este gabinete " desempenha uma actividade transversal ao Ministério, com intervenção ao nível do suporte das políticas estratégicas e de planeamento e por uma acção de internacionalização da cultura portuguesa ".



" A missão do GPEARI é hoje multifacetada e assume contornos de efectivo instrumento de apoio aos membros do Governo responsáveis pela política cultural na definição das suas estratégias, mas também na sua monitorização e avaliação ", sublinhou Canavilhas.