Realizando-se em vários pontos do recinto da Quinta das Lágrimas e em diversos espaços da cidade, a segunda edição do evento compreende espetáculos por Pedro Burmester, sábado, e a atuação, no dia seguinte, da Orquestra Metropolitana de Lisboa, dirigida por Cesário Costa, com "Cantos à Tona d'Água".
No ciclo da música estão previstos ainda concertos da pianista japonesa Etsuko Hirosé, de António Pinho Vargas e da Orquestra Gulbenkian, sob a direção de Joana Carneiro, e do sexteto de jazz sueco Angles.
Dia 25, sobe ao palco a orquestra Concerto Kln, que executará, entre outras peças, "Water Music", de Haendel, composta originariamente para ser tocada ao ar livre, numa barcaça no Rio Tamisa.
No ciclo da coreografia previsto na programação, o Centro de Iniciação Teatral da Academia de Coimbra exibe "Auto da Barca do Inferno" e a companhia de dança contemporânea Paulo Ribeiro apresenta "Maiorca".
Já no ciclo dedicado à palavra está prevista, entre outras prestações, a do ator André Gago, com "Caminha, Pêro Vaz".
Viriato Soromenho Marques, Helena Freitas e Nunes Correia são alguns dos participantes no ciclo da vida, abordando as temáticas "O rosto da água", "A água aqui tão perto" e "A água dos rios".
O gastrónomo José Bento dos Santos é um dos intervenientes no ciclo da gastronomia, em que participa também o "reputado chefe catalão" Santi Santamaria, ambos preparando menus específicos integrados no mote do festival ("Águas Infindas").
A água, "essa ocupante de 70% da superfície terrestre e constituinte de sete décimas do peso do nosso corpo, teria de ser, necessariamente, uma das mais apelativas sugestões para tema privilegiado do Festival das Artes e é, com naturalidade, o escolhido para a edição de 2010, depois de a Noite ter sido o mote em 2009", segundo o presidente da direção, Manuel Ivo Cruz.
"A proposta do Festival das Artes para 2010 é, assim, uma digressão por algumas dessas manifestações da imaginação e da inteligência humana na criação de sons, imagens, palavras, sabores, ideias, práticas, comportamentos, a pretexto da água, das suas cores e formas, transparências e opacidades, fúrias e acalmias, rugidos e silêncios, da água enquanto fonte de vida e agente de morte, geradora de prazeres e dores, espaço de mobilidade e de aprisionamento", adianta.
(Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico)
Lusa
