Cultura

Prince tinha dose "extremamente elevada" de Fentanil no organismo quando morreu

Um relatório da autópsia de Prince revela que o cantor tinha uma dose "extremamente elevada" de Fentanil - um analgésico 50 vezes mais forte que a heroína - no organismo, no momento em que morreu, em abril de 2016.

Prince durante um concerto em novembro de 2010 (Arquivo)
Prince durante um concerto em novembro de 2010 (Arquivo)

Menos de dois meses após a morte do músico norte-americano, os resultados da autópsia revelaram que Prince morreu vítima de uma overdose de analgésicos opiáceos, que é o caso do Fentanil.

Agora, o relatório toxicológico a que a agência Associated Press teve acesso detalha que o músico tinha no sangue, aquando da morte, uma concentração de Fentanil - uma substância 50 vezes mais poderosa que a heroína - de 67,8 microgramas por litro, sendo que uma dose de 58 microgramas por litro já seria fatal, de acordo com alguns especialistas.

Em abril do ano passado, a divulgação de documentos judiciais revelou o abuso de opiáceos e analgésicos por parte do cantor, antes da morte. Estes seriam comprados em nome do guarda-costas de Prince, Kirk Johnson.

Antes, quatro meses após a morte, foram encontrados na casa do cantor dezenas de comprimidos desse tipo:

Prince foi encontrado morto em casa, em Minneapolis, no estado norte-americano do Minnesota, a 21 de abril de 2016. Tinha 57 anos.