Cultura

Músicos cantam por Moçambique

Gisela João, Selma Uamusse e Lula Pena entre os artistas que este domingo se juntam na ZDB, numa iniciativa de apoio à população afetada pelo Idai, em Moçambique.

Selma Uamusse, B. Fachada, Gisela João, Lula Pena e Ricardo Toscano são alguns dos muitos músicos que vão estar no domingo na associação cultural ZDB, em Lisboa, para apoiar a população moçambicana atingida há uma semana pelo ciclone Idai.

A iniciativa solidária decorrerá na tarde de domingo no terraço da ZDB, e tem por objetivo angariar verbas e donativos que serão entregues ao Grupo Unidos pela Beira, cujo trabalho "se tem revelado significativo na minimização dos efeitos da catástrofe", refere a associação cultural.

Entre os cerca de 60 músicos e artistas visuais que se associam à tarde solidária estão Wasted Rita, Alice Geirinhas, Hugo Canoilas, António Poppe, Igor Jesus, Xavier Almeida, Joana Hintze, Filipe Sambado, Jasmim, Primeira Dama e Ricardo Toscano com Pedro Sousa e Gabriel Ferrandini.

"Nesta tarde de domingo, partilhamos música e petiscos no terraço, num gesto de encontro solidário com concertos, DJ sets e trabalhos de artistas e cujo lucro reverterá na íntegra para o auxílio da população moçambicana", refere a ZDB.

O ciclone Idai, que passou no passado dia 14 pelo sudoeste do continente africano, causou pelo menos 557 mortos, dos quais 242 em Moçambique, 259 no Zimbabué e 56 no Maláui, sendo este um balanço provisório.

Pelo menos 2,8 milhões de pessoas foram afetadas nestes três países, e a área submersa em Moçambique é de cerca de 1.300 quilómetros quadrados, segundo estimativas de organizações internacionais.A cidade moçambicana da Beira foi uma das mais afetadas e a ONU alertou para a existência de 400.000 pessoas desalojadas, que precisam de ajuda urgente, avaliada em mais de 35 milhões de euros.

Mais de uma semana depois da tempestade, milhares de pessoas continuam à espera de socorro em áreas atingidas por ventos superiores a 170 quilómetros por hora, chuvas fortes e cheias, que deixaram um rasto de destruição em cidades, aldeias e campos agrícolas.

Portugal é um dos países que enviaram técnicos e ajuda para Moçambique, com dois aviões C-130 da Força Aérea a caminho da Beira e um terceiro, um avião comercial fretado, com partida prevista para hoje, seguindo-se um outro voo na segunda-feira, fretado pela Cruz Vermelha Portuguesa.

Lusa

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