Cultura

Ministra portuguesa da Cultura felicita Chico Buarque pelo Prémio Camões

(Arquivo 2007)

Andre Luiz Mello

O músico fora já distinguido duas vezes com o prémio Jabuti, o mais importante prémio literário no Brasil.

A ministra portuguesa da Cultura, Graça Fonseca, felicitou o músico e escritor Chico Buarque, anunciado esta terça-feira como vencedor do Prémio Camões 2019, após reunião do júri, na Biblioteca Nacional do Brasil, no Rio de Janeiro.

"Chico Buarque é o vencedor do Prémio Camões 2019. A decisão foi tomada esta tarde pelo júri da 31.ª edição do prémio, no Rio de Janeiro. Esta é a distinção de maior prestígio da Língua Portuguesa. Parabéns!", publicou a ministra na sua página pessoal da rede social Twitter.

Chico Buarque fora já distinguido duas vezes com o prémio Jabuti, o mais importante prémio literário no Brasil, pelo romance "Leite Derramado", em 2010, obra com que também venceu o antigo Prémio Portugal Telecom de Literatura, e por "Budapeste", em 2006.

O músico e escritor foi escolhido pelos jurados Clara Rowland e Manuel Frias Martins, indicados pelo Ministério português da Cultura, pelos brasileiros Antonio Cícero Correia Lima e António Carlos Hohlfeldt, pela professora angolana Ana Paula Tavares e pelo professor moçambicano Nataniel Ngomane.

Escritor, compositor e cantor, Francisco Buarque de Holanda nasceu em 19 de junho de 1944, no Rio de Janeiro. Estreou-se nas Letras com o romance "Estorvo", publicado em 1991, a que se seguiram obras como "Benjamim", "Tantas palavras" e "O Irmão Alemão", publicado em 2014. Em 2017, venceu em França o prémio Roger Caillois pelo conjunto da obra literária.

O Prémio Camões de literatura em língua portuguesa foi instituído por Portugal e pelo Brasil em 1988, com o objetivo de distinguir um autor "cuja obra contribua para a projeção e reconhecimento do património literário e cultural da língua comum". Foi atribuído pela primeira vez, em 1989, ao escritor Miguel Torga.

Em 2018 o prémio distinguiu o escritor cabo-verdiano Germano Almeida, autor de "A ilha fantástica", "Os dois irmãos" e "O testamento do Sr. Napumoceno da Silva Araújo", entre outras obras.

Lusa