Cultura

Morreu o ator Kirk Douglas

Tinha 103 anos.

O ator norte-americano Kirk Douglas, um dos mais carismáticos na história do cinema, morreu a 5 de fevereiro aos 103 anos.
O ator norte-americano Kirk Douglas, um dos mais carismáticos na história do cinema, morreu a 5 de fevereiro aos 103 anos.
Fred Prouser

O ator norte-americano Kirk Douglas, um dos mais carismáticos na história do cinema, morreu esta quarta-feira aos 103 anos.

A notícia foi avançada pelo filho, o também ator Michael Douglas, à revista People. Michael Douglas também já reagiu na rede social Facebook:

"É com enorme tristeza que os meus irmãos e eu anunciamos que Kirk Douglas nos deixou hoje aos 103 anos. Para o mundo ele era uma lenda, um ator da era dourada, que viveu bem os seus anos dourados, um humanitário cujo compromisso à justiça e às causas em que acreditava definiram um padrão ao qual todos aspiramos (...) mas para mim e para os meus irmãos, Joel e Peter, era apenas um pai", pode ler-se na publicação.

Kirk Douglas com o filho Michael
Fred Prouser
Ao lado da mulher, Anne Douglas
Danny Moloshok

Nascido na cidade holandesa de Amesterdão, Kirk Douglas serviu na Marinha norte-americana na II Guerra Mundial, antes de se estrear no cinema em 1946, no filme "O Estranho Amor de Martha Ivers".

Douglas nunca recebeu um Óscar, apesar de ter estado nomeado em três ocasiões para os prémios da Academia, mas recebeu uma estatueta honorária em 1996.

O ator norte-americano também recebeu o Cecil B. DeMille, em 1968, que reconhece os artistas que tiveram um grande impacto no mundo do entretenimento.

Kirk Douglas, considerado uma das figuras mais respeitadas de Hollywood, fez uma das últimas aparições em público na cerimónia dos Globos de Ouro de 2018.

O ator esteve casado com Diana Douglas, entre 1943 e 1951, e com Anne Douglas, desde 1954.

Morreu esta quarta-feira, aos 103 anos.

"TALVEZ O ÚLTIMO GIGANTE DE HOLLYWOOD CLÁSSICO"

O crítico de cinema João Lopes recorda o legado do ator Kirk Douglas. Destaca a sua versatilidade em papéis mais populares, afirmando que o que distingue uma carreira não é o número de consagrações, mas o que fica inscrito nos filmes.

João Lopes fala ainda num “estatuto de prestígio” em Hollywood e numa capacidade de assumir “personagens maiores que a vida”.

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